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Três anos depois do Katrina , inundações voltam a ameaçar Nova Orleans

Washington, 29 ago (EFE).- Exatos três anos depois da passagem do Katrina, a população de Nova Orleans é 40% menor que a de antes da tragédia causada pelo furacão, e o sul do estado da Louisiana, onde fica a cidade, briga por barreiras de contenção mais resistentes e bairros menos alagáveis.

EFE |

Temendo a repetição das cenas de destruição que impressionaram os Estados Unidos e o mundo em 2005, na última quarta-feira, o governador Bobby Jindal ativou o plano estadual de ação contra catástrofes, em virtude da tempestade tropical "Gustav", que pode voltar a virar um furacão e atingir o continente americano na próxima semana.

No entanto, em Nova Orleans, o sistema de controle de inundações continua registrando falhas, apesar das melhoras efetuadas depois do "Katrina".

Segundo o diretor de programas do Corpo de Engenheiros do Exército americano, Bill Irwin, devido à possível chegada do "Gustav" na terça-feira, sistemas contra inundações temporárias estão sendo instalados ao longo do canal de Nova Orleans (Louisiana), destruído pelo "Katrina" em 2005.

Porém, destacou ele, as áreas mais afetadas há três anos continuam vulneráveis.

O distrito Nove, o que mais sofreu com os devastadores efeitos do "Katrina", e outros, como os de Gentilly e St. Bernard, além das zonas leste e oeste de Nova Orleans, "continuam sendo áreas de alto risco", afirmou o especialista.

Em 2005, a resposta da Administração de George W. Bush ao "Katrina" foi criticada e considerada insuficiente e mal organizada.

Mas, desta vez, o Governo está melhor preparado, segundo Harvey Johnson, administrador adjunto da agência federal para a gestão de emergências, a Fema (na sigla em inglês).

"Todos trabalhamos arduamente nos últimos dois anos para planejar, formar, assessorar e estarmos preparados para o próximo grande furacão", afirmou.

De acordo com os meteorologistas, quando o "Gustav" voltar a ganhar força no Golfo do México, poderá virar um perigoso furacão de categoria 3, com ventos máximos constantes de 178 a 209 km/h.

"As previsões indicam que o fenômeno pode chegar à categoria 3 no domingo, quando estiver sobre as águas do Golfo do México. Será um furacão forte", disse ontem à Agência Efe Gladys Rubio, meteorologista do Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, com sede em Miami.

Há três anos, o "Katrina" arrasou os estados americanos do litoral do Golfo do México com ventos de 209 km/h. Em Nova Orleans, especificamente, causou graves inundações, em uma das maiores tragédias ocorridas nos EUA.

A passagem do furacão provocou a morte de 1.833 pessoas e causou prejuízos de US$ 80 bilhões, segundo o NHC.

O secretário de Segurança Nacional, Michael Chertoff, que viajou nesta quinta-feira a Louisiana para se reunir com o governador Bobby Jindal e o prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, disse que "muitas coisas são diferentes" desde o "Katrina".

"Tivemos três anos para elaborar um plano que nunca existira antes", acrescentou.

Jindal, por sua vez, decretou estado de emergência na Louisiana, enquanto o governador do Texas, Rick Perry, emitiu um alerta de desastre. Juntos, os dois mobilizaram 8.000 membros da Guarda Nacional.

De acordo com as previsões, o Texas e o Mississipi são outros dois estados que podem ser atingidos pelo "Gustav". EFE ca/sc

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