Três anos depois do Katrina, Nova Orleans ainda busca a reconstrução

Em 29 de agosto de 2005, o Katrina, um dos furacões mais arrebatadores da história dos Estados Unidos, atingiu a costa sudeste do país. Três anos depois, muita coisa ainda não voltou a ser como era.

Redação com agências |

Nova Orleans, em Louisiana, a cidade que mais sofreu com o furacão, ainda expõe sinais que tornam impossível esquecer a catástrofe. Dos seus 454 mil habitantes na época do desastre, cerca de 150 mil nunca mais retornaram às suas casas e existem bairros, especialmente na periferia, que não foram reconstruídos. Muitos prédios ainda exibem um X na parede, feito dias após a chegada do Katrina para indicar os locais onde a busca por sobreviventes já havia sido realizada.

Até hoje, a polícia local não consegue garantir a segurança na região, o que obrigou o prefeito Ray Nagin a pedir ajuda ao exército. Desde junho de 2006, trezentos homens da Guarda Nacional da Louisiana patrulham vários pontos da cidade. O plano é deixar Nova Orleans no fim deste ano.


Algumas partes de Nova Orleans ficaram inundada por semanas/Getty Images

Os números do Katrina impressionam: com ventos de até 280 km/h, o furacão matou mais de 1.800 pessoas e desalojou outras dezenas de milhares. Cerca de 200 mil casas ficaram embaixo dágua após o rompimento dos diques que existiam no entorno da cidade. Estima-se que o valor das perdas chegou a US$ 81 bilhões e já foram empregados, somente pelo governo dos EUA, mais de US$ 126 bilhões na reconstrução.

Apesar de Nova Orleans ser a vítima mais conhecida do Katrina, o furacão também atingiu outras cidades na Louisiana, parte do Mississipi e do Alabama, além das Bahamas. O Katrina foi a 11ª tempestade tropical de 2005 e teve seu primeiro registro em 23 de agosto. O furacão foi classificado na categoria 5 da escala Saffir-Simpson, que indica tempestades com ventos com mais de 250 km/h.

Efeitos colaterais

Além dos prejuízos nas cidades atingidas, a passagem do furacão pelo sul dos EUA também interrompeu a extração de petróleo e gás natural do país, que é feita principalmente no Golfo do México. A crise energética causada pela tempestade refletiu nas bolsas de valores locais e trouxe conseqüências para a economia global.

O desastre também botou em xeque a competência de George W. Bush. A demora do presidente em tomar providências foi questionada por muitas pessoas, inclusive pelo prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin.

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