Três anos após Katrina, Nova Orleans teme passagem de Gustav

Nova Orleans se preparava, com angústia, nesta sexta-feira, três anos após a passagem destruidora do Katrina, para reviver o mesmo pesadelo, com a chegada da tempestade tropical Gustav, que deve atingir a região com a força de um furacão.

AFP |

Em 2005, os moradores esperaram até o último minuto para deixar a cidade, antes da chegada do Katrina, que deixou cerca de 1.500 mortos em Louisiana e nos estados vizinhos. Hoje, a população já teme pelo pior, considerando-se que Gustav matou quase 80 pessoas em sua passagem pelo Caribe.

Nesta sexta-feira, o presidente George W. Bush declarou estado de emergência em Louisiana, prevendo a chegada do furacão Gustav, o que possibilitou desbloquear as ajudas federais para possíveis vítimas.

Em Nova Orleans, vários habitantes acompanham os boletins meteorológicos que anunciam que Gustav atingirá a costa da Louisiana na segunda à noite, ou na terça pela manhã, com a força de um furacão.

As autoridades federais, estaduais e municipais já prometeram não repetir os erros de 2005, quando o governo, em todos os níveis, foi duramente criticado por sua má gestão da tragédia. Nesse sentido, tem-se acompanhado as páginas na Internet que oferecem modelos sofisticados de detecção de furacão todos os dias e com até uma semana de antecedência.

Na quarta-feira, o prefeito Ray Nagin afirmou que ninguém estará autorizado a permanecer em Nova Orleans quando Gustav atingir a força e o itinerário previstos.

"Há ônibus, motoristas, aviões, trens. Há toda uma estratégia diferente da última vez para evacuar as pessoas, a começar por aquelas que têm necessidade de cuidados médicos especiais", declarou Nagin à CNN.

Ainda assim, a população continua preocupada.

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