Tremores e saques obrigam chilenos a passar a noite acordados

Santiago do Chile, 2 mar (EFE).- Várias réplicas do terremoto do último sábado e a possibilidade de novos saques obrigaram milhares de chilenos a passarem a noite acordados, vigiando suas casas.

EFE |

As autoridades, por sua vez, trabalham sem parar para organizar a distribuição de ajuda e normalizar os serviços básicos, seriamente comprometidos pelo tremor de 8,8 graus na escala Richter.

Segundo fontes do Governo, 1,5 milhão pessoas continuam sem energia e 800 mil estão sem água, principalmente nas regiões de Maule e Bío-Bío, as mais afetadas pela tragédia.

Às 3h10 de hoje (mesma hora de Brasília), uma réplica de 5,5 graus, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, foi registrada no centro-sul do Chile. Durante a noite, houve outros quatro tremores, todos de aproximadamente 5 graus de magnitude.

Até agora, os pós-abalos registrados desde sábado já passaram de 150. Alguns foram de mais de 6 graus. Segundo especialistas, eles devem continuar por até dois meses.

Em Concepción e no porto de Talcahuano, continua em vigor o toque de recolher imposto para conter os saques e outros atos de vandalismo registrados nos dias posteriores ao tremor.

O Governo aumentou o contingente militar na região e os primeiros relatos são de que o dia está mais tranquilo, embora ainda sejam ouvidos alguns tiros e um jovem tenha sido detido por atirar contra militares, segundo a imprensa local.

Apesar da vigilância reforçada, os habitantes de vários vilarejos e povoados montaram esquemas de segurança para evitar eventuais saques.

Já em Santiago, milhares de pessoas passaram a noite sem dormir devido aos rumores de que gangues saqueariam casas de diversos bairros da cidade.

Grupos de moradores armados com pedaços de madeira, facas e outros objetos se reuniram em torno de fogueiras e se declararam "dispostos a morrer" pelo que era deles.

A situação se repetiu nos municípios de Renca, Quilicura, Independencia e Ñuñoa, mas nada de anormal ocorreu nessas localidades.

Por sua vez, Carmen Fernández, diretora do Escritório Nacional de Emergência (Onemi), disse que o órgão está trabalhando para agilizar a entrega de ajuda aos desabrigados, que são 2 milhões. EFE ns/sc

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