Dois terremotos leves atingem o país nesta quarta-feira, mas não atrapalharam esforços para resgatar 33 homens presos em mina

Dois pequenos tremores atingiram o norte do Chile nesta quarta-feira, mas não atrapalharam os esforços para resgatar 33 mineiros presos nas profundezas de uma mina 20 dias após seu desabamento.

Engenheiros estão colocando as fundações para a instalação de uma grande máquina perfuradora para retirar os mineiros, encontrados vivos no domingo, 17 dias após o desabamento, mas que agora terão que enfrentar até quatro meses de espera em um túnel quente e úmido, 700 metros abaixo da superfície.

"Há verificações especiais feitas na mina após tremores de intensidade média, mas as operações de emergências na mina não foram afetadas", disse Johaziel Jamett, diretor do serviço de avisos do serviço nacional de emergências, Onemi.

Testemunhas na entrada da mina disseram que os tremores não foram sentidos na superfície. Não está claro se os mineiros, que estão a 7 quilômetros de distância dentro da mina, e a 700 metros abaixo da superfície, sentiram os abalos.

Equipes de resgate estão enviando gel hidratante, sopa e remédios através de um túnel estreito de comunicação aberto para manter os mineiros vivos durante o longo trabalho de resgate. Foi instalado um sistema de intercomunicação e as equipes agora estudam itens de entretenimento que caibam no túnel e possam ser enviados aos mineiros para aliviar a pressão sobre eles.

Para não prejudicar a moral dos mineiros, as autoridades ainda não disseram a eles por quanto tempo é provável que ainda tenham que permanecer sob a terra.

O grupo de mineiros sobreviveu até agora com duas colheres de atum e meio copo de leite a cada 48 horas, segundo revelou na véspera a senadora Isabel Allende. A senadora pela região de Atacama explicou à AFP que teve acesso à ficha médica de um dos mineiros, que revelou estar "comendo duas colheradas de atum e meio copo de leite a cada 48 horas".

Equipes médicas entraram em contato com o grupo por um sistema de comunicação enviado por meio do duto aberto até o ponto sob a terra, com o qual se estabeleceu a primeira comunicação no domingo, e foi possível constatar "o perfeito estado de saúde de todos", segundo a médica Paula Newman.

A médica informou que o grupo já recebeu um solução com glicose a 5% e comprimidos de omeprazol, um medicamento para revestir o estômago para evitar possíveis úlceras por causa da falta de alimentação.

Com Reuters e AFP

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