Tremor de 6,2 graus de magnitude sacode Caracas e costa norte da Venezuela

(atualiza com dados sobre feridos e danos) Caracas, 12 set (EFE).- Um tremor de 6,2 graus de magnitude na escala Richter sacudiu hoje Caracas, no meio de fortes chuvas, e também outras regiões do centro norte da Venezuela, onde se registraram 14 pessoas levemente feridas e danos materiais.

EFE |

O ministro venezuelano de Interior, Tareq El Aissami, disse em declarações à estatal "Venezolana de Televisión" ("VTV"), que os feridos foram registrados na zona do oeste venezuelano próxima ao local do epicentro do tremor, cerca de 28 quilômetros ao norte da localidade de Morón e 300 de Caracas.

O titular de Interior e Justiça disse que as pessoas afetadas, entre elas uma criança e uma jovem com ferimentos nas pernas, foram atendidos em centros de saúde e seu estado não é grave.

Assinalou também que sete casas e dois complexos hoteleiros da região sofreram danos e acrescentou que avalia-se a situação em todas as regiões afetadas, que incluem os estados de Aragua, Carabobo, Lara, Portuguesa, Zulia e Miranda, além da área metropolitana da capital venezuelana.

O ministro informou também que em Caracas as equipes de emergência trabalham para retirar árvores caídas e outros escombros por causa das fortes chuvas e ventos de furacão registrados na capital pouco antes do tremor.

O movimento de terra, que segundo as fontes oficiais venezuelanas foi de 6,2 graus, aconteceu às 15h36 local (17h06 de Brasília) e gerou alarme na capital venezuelana, onde várias pessoas saíram dos prédios enquanto aconteciam interrupções do serviço de energia elétrica e de telefonia.

O Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) informou, por sua parte, que o terremoto teve uma magnitude de 6,4 graus na escala Richter.

Segundo o USGS, foi sentido especialmente nos arredores da cidade de Valência, localizada a 60 quilômetros ao sudoeste do epicentro, onde definiu os tremores como "fortes".

Em Caracas, o tremor aconteceu no meio de chuvas torrenciais e fortes ventos que causaram a queda de árvores e inundações em diferentes pontos da cidade.

Segundo fontes oficiais, nas horas seguintes ao tremor aconteceram três réplicas de 4, 3,6 e 3,4 graus respectivamente.

Pouco depois do tremor, o ministro de Tecnologia venezuelano, Jesse Chacón, recomendou o despejo de edificações precárias, prevendo réplicas, ao mesmo tempo em que pedia calma à população da mesma forma que outros responsáveis políticos, entre eles o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.

A chefe de Governo do Distrito Capital (área metropolitana), Jacqueline Farías, disse que uma casa caiu em um bairro de Caracas, sem que houvesse vítimas.

"Não podemos saber sobre a origem do tremor, pois a Venezuela está imersa entre várias falhas, agora mesmo estamos fazendo os estudos para revisar as causas para dar a informação a todos os venezuelanos", disse o ministro Chacón.

Por sua parte, o ministro de Infraestrutura e Obras Públicas, Diosdado Cabello, ressaltou que tanto o metrô de Caracas como o sistema ferroviário regional foram paralisados de início, mas depois retomaram o serviço.

Segundo o presidente da Fundação Venezuelana de Pesquisas Sismológicas (Funvisis), Francisco Garcés, o tremor foi causado pelo sistema de falhas do norte da Venezuela.

O alarme causado pelo tremor uniu-se aos problemas ocasionados pelas chuvas torrenciais na capital venezuelana, onde diversas vias foram inundadas da mesma forma que várias casas e agravaram o caos na circulação. EFE eb/ma

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