(Embargada até as 15h de Brasília) Londres, 15 fev (EFE).- O tratamento genético é seguro e ativo nas pessoas portadoras do vírus HIV e pode ser desenvolvido como um tratamento convencional contra a aids, segundo um estudo publicado hoje pela revista Nature Medicine em sua edição na internet.

Os autores do estudo, dirigido pelo professor Ronald Mitsuyasu, da Universidade da Califórnia (Ucla), afirmam que o tratamento genético é "uma opção atrativa" para tratar a aids, por ter o potencial de ser um tratamento de uma só aplicação.

Desta maneira, seria reduzida a carga viral para o paciente, com a preservação de seu sistema imunológico e, o mais importante, evitando o tratamento com antirretrovirais, que, no caso dos atuais pacientes com aids, é um tratamento para a vida inteira.

O tratamento genético busca curar doenças hereditárias que, na maioria dos casos, são causadas por genes defeituosos, mediante a introdução de outros saudáveis.

É aplicável também ao tratamento de doenças atualmente incuráveis, como câncer, determinadas patologias infecciosas (hepatite ou aids), cardiovasculares, doenças neurodegenerativas ou doenças crônicas. Mais de 5 mil doenças humanas foram atribuídas a fatores genéticos. EFE fpb/an

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