Tratamento contra câncer de pele atua no de próstata, afirma pesquisa

Washington, 19 jun (EFE).- O tratamento com um medicamento que já tinha sido testado para câncer de pele apresentou resultados surpreendentes em dois pacientes com câncer de próstata, informou hoje a Clínica Mayo.

EFE |

Segundo a revista da clínica, os dois pacientes que sofriam um câncer inoperável e tinham esgotado os tratamentos com hormônios, radiação e quimioterapira ficaram livres dos tumores após um tratamento com o composto MDX-010, conhecido também como ipilimumab.

O câncer de próstata afeta um em cada seis homens nos Estados Unidos e as autoridades de saúde calculam que este ano mais de 192 mil homens serão diagnosticados com a doença e mais de 27 mil morrerão por causa da mesma.

Os especialistas da Clínica Mayo, cujas dependências de pesquisa estão localizadas em Rochester, Minnesota (Estados Unidos), advertem que haverá que será necessário fazer testes muito mais amplos para determinar a eficácia do tratamento com ipilimumab.

"Nós tínhamos desenhado o teste para determinar se era possível demorar o crescimento dos tumores", disse à Agência Efe Eugene Kown, urologista e imunologista da Clínica Mayo.

"A resposta obtida com o tratamento excedeu tudo o que esperávamos", acrescentou. "Em combinação com o tratamento padrão com hormônios e a radiação, o que ocorreu foi uma redução dos tumores".

O MDX-010 já foi testado em pacientes com melanoma, e o exame na Clínica Mayo teve apoio, entre outros, do Departamento de Defesa e da empresa farmacêutica Medarex, um dos dois laboratórios que produz o composto e que forneceu amostras gratuitas.

Em junho de 2008, durante a assembleia anual da Sociedade de Oncologia, o diretor do Programa de Investigação do Câncer de Próstata da universidade estadual do Oregon, Tomas Beer, informou que o MDX-010 tinha estimulado o sistema imunológico em pacientes com câncer de próstata.

O teste clínico, em sua fase inicial, descobriu que em sete de 33 pacientes, cujos tumores tinham resistido ao tratamento hormonal e em alguns casos também à quimioterapia, o remédio tinha causado diminuições de até 50% do antígeno específico da próstata.

O nível alto deste antígeno foi vinculado ao aumento da possibilidade de desenvolver câncer de próstata, mas não significa que a pessoa tenha definitivamente este câncer.

"Nosso teste na Clínica Maio é único, na segunda fase, focalizado no câncer de próstata", disse Kown. EFE jab/db

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