Transplante de células umbilicais poderia ajudar pacientes com esclerose

Washington, 24 jun (EFE) - Os enxertos de células provenientes do cordão umbilical poderiam ajudar os pacientes de esclerose lateral amiotrófica, segundo um estudo publicado hoje pela revista PLoS ONE.

EFE |

O problema, conhecido como doença de Lou Gehrig nos Estados Unidos, provoca nos pacientes fraqueza muscular progressiva, paralisias, falências respiratórias e, no fim, a morte.

No estudo, os pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida transplantaram glóbulos do sangue umbilical de seres humanos em ratos com esclerose.

O enxerto foi realizado em diversas doses para determinar se essas células podiam demorar os sintomas da doença, o avanço e prolongar a vida do paciente.

Os resultados estabeleceram que as doses moderadas de células umbilicais são as mais efetivas no que se refere a prolongar a vida do paciente e reduzir o avanço da doença, afirmaram.

"Nossos resultados demonstram que o tratamento da esclerose com uma dose adequada pode proporcionar um efeito neuroprotetor", indicou Svitlana Garbuzova, do Centro de Excelência Geriátrica e Reparação Cerebral da Universidade do Sul da Flórida.

No entanto, os cientistas advertiram de que o mecanismo do efeito benéfico do transplante precisa de um maior esclarecimento.

"Os estudos futuros deverão se concentrar na injeção de múltiplas doses menores em certo lapso para traduzir esta pesquisa em provas clínicas", indicou Paul Sanberg, diretor do centro e um dos participantes da investigação. EFE ojl/db

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