Transferência de presos de Guantánamo aos EUA encontra oposição

(atualiza com reações ao plano e outros detalhes). Washington, 3 ago (EFE).- O plano do Governo dos Estados Unidos de transferir alguns dos detidos em Guantánamo a uma prisão dentro do país encontrou hoje sua primeira objeção quando o estado do Kansas se recusou taxativamente a abrigar supostos terroristas.

EFE |

"É uma ideia absolutamente ruim", afirmou o senador republicano do Kansas Sam Brownback, na cidade de Leavenworth, nas proximidades do Forte Leavenworth, onde a prisão poderia ser construída.

Ele afirmou que lideraria uma campanha para impedir que os detidos de Guantánamo, em Cuba, fossem transferidos a território continental dos Estados Unidos.

O congressista acrescentou que uma prisão desse tipo no território tornaria mais vulnerável a comunidade e, no caso de Leavenworth, estaria perto demais de linhas férreas e do rio Missouri, que tem um grande tráfego fluvial.

Meios de comunicação locais afirmam que a penitenciária de segurança máxima que abrigaria os aproximadamente 250 detidos em Guantánamo também contaria com salas de julgamento.

Uma fonte do Governo do presidente Barack Obama que pediu anonimato ressaltou que Kansas ou o estado de Michigan não são os únicos que poderiam abrigar presos de Guantánamo.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, confirmou a existência do plano, mas acrescentou que ainda houve qualquer decisão sobre isso.

Peter Hoekstra, o republicano de mais alta categoria na Comissão de Inteligência da Câmara Baixa, afirmou que se oporia a que os prisioneiros de Guantánamo fossem levados ao Michigan.

A nova instalação de segurança máxima seria administrada de maneira conjunta pelo Pentágono, pelo Departamento de Justiça, e pelo Departamento de Segurança Nacional, "e cada uma destas agências assumiria a responsabilidade por diferentes grupos de reclusos", segundo o jornal "The Washington Post".

A prisão poderia abrigar os detidos por tempo indeterminado e os indivíduos cuja liberdade foi aprovada, mas que não encontram um país que os aceite, acrescentou o jornal. EFE jab/db

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