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Trama de atentado aéreo foi planejada pela Al Qaeda no Iêmen, diz rede ABC

Washington, 27 dez (EFE).- A trama para promover um atentado contra um avião quando aterrissava na sexta-feira na cidade americana de Detroit foi arquitetada por líderes da organização terrorista Al Qaeda no Iêmen, segundo fontes consultadas pela rede de televisão ABC.

EFE |

Fontes próximas à investigação disseram à rede que supostamente líderes da Al Qaeda ajudaram Umar Farouk Abdulmutallab, um jovem nigeriano de 23 anos, a aderir materiais explosivos a seu corpo.

Os investigadores consultados pela "ABC" asseguram que Abdulmutallab levava mais de 80 gramas de PETN (tetranitrato de pentaeritritol), um composto relacionado com a nitroglicerina e que é utilizado pelo Exército.

Richard Reid, conhecido como "o terrorista do sapato" que tentou destruir em 2001 um Boeing 767 da American Airlines que voava de Paris para Miami, levava 50 gramas do mesmo explosivo.

As fontes consultadas pela rede americana dizem que provavelmente o explosivo que Abdulmutallab levava não explodiu porque o detonador era pequeno demais ou não estava "devidamente conectado" com o material explosivo.

Os investigadores asseguram que o jovem, que completou 23 anos na terça-feira passada, ofereceu às autoridades informação detalhada sobre seu recrutamento e treinamento para o qual se esperava que fosse um atentado suicida no dia de Natal.

Segundo as autoridades, Abdulmutallab assegura ter entrado em contato via internet com um imame radical do Iêmen que posteriormente o conectou com líderes da Al Qaeda em um povoado ao norte da capital do país.

As autoridades dizem desconhecer, por enquanto, se se trata do mesmo imame que esteve em contato com o comandante Nidal Malik Hassan, suposto autor do massacre no mês passado na base militar de Fort Hood, no Texas.

Anwar Awlaki, um clérigo radical nascido nos EUA que vive no Iêmen desde o ano 2002, é considerado um grande recruta da Al Qaeda.

O suspeito da tentativa de atentado contra um voo da companhia aérea Northwest diz ter vivido com o líder da Al Qaeda no Iêmen ao redor de um mês, tempo durante o qual recebeu treino terrorista.

Em um dado momento, segundo os investigadores consultados pela "ABC", Abdulmutallab recebeu a visita de um cidadão de origem saudita, a quem ele descreveu como um fabricante de bombas.

O explosivo que deveria de ter explodido no voo da Northwest foi fabricado no Iêmen, declarou o suposto terrorista às autoridades consultadas pela rede de televisão americana.

Os investigadores analisam a composição do pó e os líquidos utilizados durante a suposta trama terrorista.

Abdulmutallab sofreu queimaduras de segundo grau em sua genitália.

A "ABC" lembra em seu site que a filial da Al Qaeda no Iêmen tem um crescente protagonismo na coordenação de ataques terroristas.

As autoridades disseram que Abdulmutallab entrou nos EUA mediante um visa emitido pelo Departamento de Estado em junho de 2008 e que tinha validade até junho de 2010.

O jovem estava em uma lista de "vigilância terrorista", mas não na lista que proíbe os integrantes da mesma de entrar em um voo americano. EFE tb/ma

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