Tragédia aérea atenua relações entre Polônia e Rússia

O ministro de Assuntos Exteriores polonês, Radoslaw Sikorski, reconhece que após a tragédia de Smolensk ocorreu uma mudança positiva nas relações Polônia-Rússia, embora adverte que não se pode ter muita esperança porque os países ainda têm interesses muito díspares.

EFE |

"A empatia e a compreensão entre os dois dirigentes e as nações polonesa e russa já é uma realidade", reconhece Sikorski em entrevista publicada nesta terça-feira pela edição digital do jornal "Gazeta Wyborcza" na qual se refere aos primeiros-ministros da Rússia e Polônia, Vladimir Putin e Donald Tusk, respectivamente.

O rosto pesaroso de Putin, sua presença no aeroporto durante os trabalhos de busca dos corpos e na despedida do caixão de Lech Kaczynski, assim como a mensagem transmitida pela televisão pelo presidente russo, Dmitri Medvedev, à Polônia, ficaram gravadas na memória dos cidadãos poloneses, habituados a ver na vizinha Rússia um inimigo mais do que um amigo.

Radoslaw Sikorski também avalia positivamente a resposta das autoridades russas após a catástrofe de Smolensk, "uma situação que potencialmente também era muito perigosa para eles" e à qual reagiram com "empatia e inteligência".

Não se pode esquecer que a delegação que viajava no avião presidencial seguia para os atos em memória dos assassinados na floresta de Katyn, na Rússia, onde em 1940 morreram 20 mil oficiais poloneses nas mãos de serviços secretos stalinistas.

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