Traficantes sequestram e matam jornalista mexicano

DURANGO, México (Reuters) - Supostos traficantes sequestraram e assassinaram um repórter policial mexicano no Estado de Durango, no norte do país, o segundo jornalista morto este mês em área que se tornou campo de combates entre cartéis de drogas, disse o gabinete do procurador geral do Estado nesta terça-feira. Homens armados e encapuzados invadiram a casa de Eliseo Barron, um repórter policial do jornal Milenio, e sequestraram-no na noite de segunda-feira na cidade de Gomes Palacio, no nordeste do país.

Reuters |

"O corpo dele foi encontrado nu e com feridas de balas em um duto de irrigação (na terça-feira)", disse a repórteres o vice-procurador geral do Estado, Noel Diaz, na capital estadual, Durango.

O jornal também confirmou a morte de Barron em seu site na Internet. Não se sabem os motivos pelos quais o jornalista foi assassinado.

Uma briga pelo controle do montanhoso Estado de Durango matou ao menos 235 pessoas este ano, uma escala de violência que se mostra como um novo desafio ao presidente, Felipe Calderón, que tenta conter o derramamento de sangue pelo país.

A morte de Barron segue o assassinato de outro jornalista no Estado de Durango, Carlos Ortega, que morreu este mês ao investigar corrupção policial.

Desde 2006, ao menos 17 jornalistas foram mortos no México, fazendo do país um dos lugares mais perigosos para a imprensa, de acordo o porta-voz da Comitê para Proteção de Jornalistas, baseado nos Estados Unidos.

(Reportagem de Pedro Galind)

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