Os narcotraficantes pagam cerca de 300 milhões de dólares por ano aos talibãs no Afeganistão para que algumas províncias sejam instáveis, relatou o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas contra drogas e crime (UNODC), Antonio Maria Costa, em entrevista ao jornal austríaco Die Presse, que será publicada amanhã.

"Cerca de 73 milhões de dólares passam dos camponeses (produtores de papoula) para os talibãs. No total, são 300 milhões (de dólares) que os talibãs recebem dos traficantes", declarou Costa.

Segundo o UNODC, dois terços do ópio produzido no Afeganistão (90% da produção mundial) são cultivados em Helmand, principal reduto talibã.

Até hoje, os rebeldes talibãs enfrentam a coalizão internacional, liderada pelos EUA, que os derrubou do poder em 2001, após os atentados do 11 de Setembro.

Na semana passada, 10 soldados franceses morreram, e outros 21 ficaram feridos em uma emboscada ao leste da capital, Cabul.

O UNODC revelou ainda que a produção de ópio no Afeganistão se reduziu em 2008, pela primeira vez em três anos, em função, sobretudo, das más condições climáticas.

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