Traços de urânio altamente enriquecido são encontrados no Egito

Por Mark Heinrich VIENA (Reuters) - A agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) investiga a descoberta de traços de urânio altamente enriquecido em um centro de pesquisa nuclear no Egito, de acordo com um relatório de circulação restrita da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) obtido pela Reuters.

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O documento não especificou se as partículas eram do grau de armas -- enriquecidas a um nível alto o suficiente para a utilização como combustível de uma bomba atômica, diferentemente do combustível para certos reatores nucleares. Um funcionário da AIEA contactado pela Reuters disse que isso estava sendo averiguado.

O relatório, que descreve o trabalho da AIEA no mundo em 2008 para verificar o cumprimento das normas de não-proliferação, disse que os traços de urânio altamente enriquecido (HEU) foram verificados em amostras do ambiente coletadas no centro de pesquisa nuclear Inshas em 2007 e 2008.

O HEU foi descoberto ao lado de partículas de urânio pouco enriquecido (LEU), o tipo usado como combustível em usinas nucleares.

O Egito explicou à AIEA que acredita que o HEU "pode ter sido trazido ao país por meio de contêineres de transporte do radioisótopo contaminados", informa o relatório datado de 5 de maio.

Os inspetores da agência da ONU ainda não verificaram a fonte das partículas, diz o documento, mas não há indicações de que a explicação do Egito não esteja correta.

Em todo o caso, a AIEA continuaria uma investigação para determinar a origem dos traços, com testes adicionais planejados no local, que fica nas proximidades do Cairo.

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