Rio de Janeiro, 18 set (EFE).- O número de crianças com entre 5 e 17 anos que trabalham no Brasil caiu de 5,1 milhões em 2006 para 4,8 milhões em 2007, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje pelo IBGE.

O percentual de crianças que trabalham no país tem recuado gradualmente de 19,6% em 1992 para 10,8% no ano passado.

Das crianças que trabalham, a maioria (39,3%) se dedica a atividades agrícolas, 65,7% são do sexo masculino, 59,5% são negros ou pardos e 71,7% vivem em casas sem rendimento ou renda até um salário mínimo.

Em 2007, havia 1,2 milhão de crianças entre 5 e 13 anos trabalhando, a maioria (60%) em atividades agrícolas.

O trabalho agrícola, onde se concentra a maioria das crianças que trabalham, também é considerado o mais difícil de ser fiscalizado.

A redução do trabalho infantil, segundo a Pnad, se refletiu no aumento da taxa de escolaridade: a percentagem de pessoas entre 5 e 17 anos matriculados na escola subiu de 93,5% em 2006 para 94% em 2007.

Segundo o IBGE, 44,9% dos menores entre 5 e 17 anos que trabalham não recebem remuneração, percentual que chega a 61,4% no nordeste do país.

O rendimento médio dos menores que trabalham no Brasil é de R$ 246, valor 40,7% inferior ao salário mínimo, de R$ 415.

Dos menores que trabalham, 60,7% também faziam trabalhos domésticos em suas casas.

A Pnad, realizada anualmente pelo IBGE, foi feita com 400 mil pessoas em 851 municípios brasileiros. EFE cm/wr/rr

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