Por Peter Griffiths

LONDRES (Reuters) - Um ministro britânico recomendou na terça-feira que simpatizantes do seu Partido Trabalhista votem no Partido Liberal Democrata, caso vivam em distritos nos quais essa manobra contribuiria para reduzir a bancada do Partido Conservador na eleição de quinta-feira.

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Por Peter Griffiths

LONDRES (Reuters) - Um ministro britânico recomendou na terça-feira que simpatizantes do seu Partido Trabalhista votem no Partido Liberal Democrata, caso vivam em distritos nos quais essa manobra contribuiria para reduzir a bancada do Partido Conservador na eleição de quinta-feira.

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Trabalhistas defendem voto útil em liberais democratas

Por Peter Griffiths

LONDRES (Reuters) - Um ministro britânico recomendou na terça-feira que simpatizantes do seu Partido Trabalhista votem no Partido Liberal Democrata, caso vivam em distritos nos quais essa manobra contribuiria para reduzir a bancada do Partido Conservador na eleição de quinta-feira.

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Por Peter Griffiths

LONDRES (Reuters) - Um ministro britânico recomendou na terça-feira que simpatizantes do seu Partido Trabalhista votem no Partido Liberal Democrata, caso vivam em distritos nos quais essa manobra contribuiria para reduzir a bancada do Partido Conservador na eleição de quinta-feira.

O secretário (ministro) encarregado do País de Gales, Peter Hain, disse que, onde o partido governista não tem chance de vitória, os simpatizantes do governo devem votar "com a cabeça, não com o coração".

Tanto os conservadores quanto os liberais democratas rejeitaram a proposta, chamando-a de "desesperada" e "politicamente falida".

A dois dias do pleito, os conservadores estão à frente nas pesquisas, mas possivelmente com uma margem insuficiente para garantir maioria parlamentar.

Os liberais democratas, tradicionalmente a terceira força política do país, passaram a ameaçar a vice-liderança conservadora, graças ao bom desempenho do seu líder Nick Clegg em um debate pela TV. Se nenhum dos partidos obtiver maioria absoluta no Parlamento, os liberais democratas podem se tornar o fiel da balança numa eventual coalizão.

"Eu quero que todo candidato trabalhista vença, obviamente. Mas muitos não estarão em posição de vencer", disse Hain à rádio BBC. "As pessoas deveriam agir com a cabeça, não com o coração, para não acordarem (...) e se depararem com um parlamentar conservador e com um governo conservador."

O secretário de Escolas do governo, Ed Balls, aliado incondicional do primeiro-ministro Gordon Brown, fez um raciocínio semelhante, mas menos explícito.

"Sempre quero que o candidato trabalhista vença, mas reconheço que há uma questão em lugares como North Norfolk, onde minha família vive, onde (o candidato liberal-democrata) Norman Lamb está enfrentando os 'tories' (conservadores), que estão em segundo lugar. E quero manter os 'tories' longe", disse ele à revista New Statesman.

Em entrevista à GMTV, Brown negou que o apelo ao voto útil seja uma tática desesperada. "Não, porque quero que as pessoas votem no trabalhismo e quero um governo de maioria trabalhista", declarou.

O jornal Daily Mirror, simpatizante do trabalhismo, publicou em sua capa um guia sobre "como conter" o líder conservador David Cameron --com recomendações de voto anticonservador nos distritos onde a disputa é mais acirrada.

Liam Fox, porta-voz conservador, disse que a ideia "tem cheiro de falência política". "O trabalhismo já disse que se você votar nos liberal democratas isso dá a Gordon Brown uma chance de ficar no cargo. Essa é uma coisa que os eleitores não querem ver", declarou.

Um porta-voz liberal democrata disse que seus eleitores devem ignorar os apelos trabalhistas. "Essa é uma tentativa desesperada do trabalhismo para evitar que sua votação desmorone", disse o porta-voz.

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