Trabalhistas britânicos têm pior nível de aceitação popular desde 1930

Londres, 6 ago (EFE).- Com o primeiro-ministro, Gordon Brown, os trabalhistas britânicos registram seu índice mais baixo de aprovação popular desde a década de 1930, informa pesquisa publicada hoje pelo jornal The Independent.

EFE |

Com 27% de apoio por parte dos eleitores, os trabalhistas perderiam quase a metade de seus deputados em caso de eleições gerais, e o líder conservador, David Cameron, se transformaria em chefe de Governo com maioria arrasadora.

A nova pesquisa atribui ao maior bloco de oposição, os "tories" (conservadores), 44% de apoio popular, enquanto os liberais-democratas obteriam 18%.

Com a conversão em cadeiras no Parlamento, os conservadores conquistariam 391 deputados, e os trabalhistas apenas 195, enquanto os liberais-democratas teriam de se contentar com 33, e o resto, com 31.

Caso sejam confirmadas essas porcentagens, alguns ministros destacados do Governo Brown, entre eles Alistair Darling, titular da pasta da Economia, Jacqui Smith (Interior), Ruth Kelly (Transportes) e John Hutton (Negócios), perderiam suas cadeiras de deputados.

A pesquisa de hoje confirma a tendência dos últimos meses: os trabalhistas perderam duas eleições parciais em dois velhos redutos do partido, um deles na Escócia, assim como centenas de vereadores nas últimas municipais, nas quais ficaram também sem a Prefeitura de Londres.

Segundo historiadores, é preciso remontar à década de 1930 para encontrar os trabalhistas em semelhante situação crítica.

Em 1931, imediatamente após a Grande Depressão, o Governo trabalhista do primeiro-ministro Ramsay MacDonald aceitou fazer parte de um Governo de unidade nacional com os conservadores.

McDonald foi então expulso do Partido Trabalhista, e quase 80% dos deputados da legenda perderam suas cadeiras.

O atual Partido Trabalhista parece também fortemente dividido.

Todos os dias a imprensa informa sobre uma suposta conspiração para substituir Gordon Brown antes que o atual primeiro-ministro leve seus correligionários a um desastre definitivo nas próximas eleições gerais, previstas para 2010. EFE jr/fr

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