Trabalhistas britânicos buscam voto útil para frear conservadores

Londres, 4 mai (EFE).- Os trabalhistas do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, buscam o voto útil como única forma de frear o avanço "tory" (dos conservadores) frente às eleições gerais desta quinta-feira no Reino Unido.

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Londres, 4 mai (EFE).- Os trabalhistas do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, buscam o voto útil como única forma de frear o avanço "tory" (dos conservadores) frente às eleições gerais desta quinta-feira no Reino Unido. O avanço do líder liberal-democrata, Nick Clegg, durante esta campanha eleitoral, e a vantagem dos conservadores de David Cameron nas últimas pesquisas aumentaram a pressão sobre os trabalhistas, no poder há 13 anos. Tudo indica que nenhum partido terá maioria absoluta, algo raro no país, onde o sistema eleitoral de maioria simples e um só turno privilegia o bipartidarismo entre as duas principais agremiações: conservadores e trabalhistas. O ministro de Escolas, Família e Infância, Ed Balls, e o representante do Governo para Gales, Peter Hain, sugeriram que os trabalhistas considerem o "voto tático" para impedir que os conservadores, favoritos nas pesquisas, cheguem ao poder. Eles defendem que os eleitores apóiem o Partido Liberal-Democrata nos circunscrições eleitorais nas quais essa formação, a terceira em votos no país, concorre com os "tories" e tem possibilidade de vencer. Para alguns, o pedido pode ser interpretado como um sinal de desespero dos trabalhistas, que estão atrás dos conservadores nas pesquisas. Nesta reta final, o jornal "Daily Mirror" se posicionou claramente estampando em sua capa a foto de David Cameron com uma cruz e pedindo o voto útil para impedir que os conservadores voltem ao Governo. Além de reprovar Cameron que já "atua como se tivesse as chaves do número 10" de Downing Street - residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido - o "Daily Mirror" proporcionou aos leitores "um guia" para os partidários do trabalhismo e dos liberal-democratas. O guia mostra como votar "taticamente em 71 distritos eleitorais cruciais para evitar os cortes catastróficos que Cameron introduziria caso ganhasse as eleições". O certo é que o partido no poder enfrenta o pleito em uma posição de terceiro nas pesquisas e rodeado de conjeturas sobre a eventual sucessão de Brown, caso a formação perca e retorne à oposição. Se Brown for obrigado a apresentar sua demissão perante os resultados negativos, os meios de comunicação já deixaram escapar vários nomes que podem suceder o líder trabalhista, que foi qualificado hoje pelo candidato trabalhista pela circunscrição de West Norfolk, Manish Sood, como "o pior primeiro-ministro" que o Reino Unido já teve. Entre os eventuais sucessores estão o ministro da Economia, Alistair Darling, que negou o interesse de liderar o Partido Trabalhista e assegurou que está "feliz" em seu cargo atual. O nome de Harriet Harman, a "número dois" do partido, também é lembrado quando se fala dessa possível transição, na qual o partido teria que escolher um líder pela primeira vez desde a nomeação do ex-primeiro-ministro Tony Blair, em 1995. Em meio ao clima de conjeturas, outro jornal britânico, o "Daily Telegraph", apontou a possibilidade do conhecido como grupo dos "ultras" - formado pelo ministro de Empresas, Peter Mandelson, o titular de Interior, Alan Johnson e o de Defesa, Bob Ainsworth - tentar convencer David Miliband, ministro de Exteriores, a ser o novo líder trabalhista. EFE prc/pb

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