Trabalhadores argentinos teriam transmitido gripe H1N1 a animais

BUENOS AIRES (Reuters) - Trabalhadores de uma fazenda na Argentina teriam aparentemente contagiado suínos com a nova gripe H1N1, o que seria o segundo caso de infecção de animais por humanos pelo vírus H1N1, disse nesta quarta-feira um porta-voz da área agrícola da Argentina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a existência de uma pandemia no mês passado em um esforço para controlar a propagação da gripe, que foi detectada pela primeira vez nos Estados Unidos e no México e então se espalhou por todo o mundo causando a morte de mais de 300 pessoas.

Reuters |

Exames genéticos mostraram que a nova cepa H1N1 é de origem suína e não-humana, apesar de a infecção se dar de pessoa para pessoa e não a partir de animais.

No entanto, a situação na Argentina contribui para a teoria de que os suínos podem ser infectados por humanos.

No Canadá, havia suspeitas de que um agricultor poderia ter transmitido o vírus a um rebanho suíno. Exames de sangue detectaram o contágio, mas as autoridades sanitárias não descartam a possibilidade de que um homem havia transmitido o vírus a animais.

"A teoria é que foram infectados por humanos que trabalham na fazenda e que tiveram os sintomas da gripe uma semana antes que os sintomas fossem declarados nos suínos", disse um porta-voz do governo, que pediu para não ser identificado.

A fonte explicou que os testes realizados em 800 animais deram positivo para o vírus H1N1, mas que os dois trabalhadores rurais, suspeitos de terem transmitido a doença para os animais, não foram atendidos por médicos e, portanto, não há como se provar se têm ou não o vírus.

(Por Helen Popper)

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