TPI apresenta provas contra rebeldes que atacaram forças de paz em Darfur

Haia, 20 nov (EFE).- O promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, apresentou hoje aos juízes as provas de sua terceira investigação na região sudanesa de Darfur, na qual acusa comandantes rebeldes de ataques a capacetes azuis - forças de paz - africanos.

EFE |

Os rebeldes são acusados de "crimes cometidos contra observadores de paz da União Africana em setembro de 2007", informou hoje a procuradoria em comunicado.

Além disso, afirmou que "mil soldados rebeldes cercaram e atacaram o campo Haskanita, no norte de Darfur, onde morreram 12 observadores de paz e outros oito ficaram feridos".

A procuradoria acredita que tem "provas suficientes para acreditar que estes líderes rebeldes são responsáveis de três acusações de assassinato e ataques propositais contra pessoas e alvos relacionados a uma missão de paz".

Ocampo afirmou que os rebeldes "planejaram, dirigiram a suas tropas e dirigiram o ataque no qual morreram 12 observadores de paz, oito ficaram feridos e destruíram propriedades, atingindo diretamente a segurança de milhões de pessoas em Darfur, que precisam de proteção".

"Não tolerarei que tais ataques fiquem sem punição", declarou o procurador.

A Missão Conjunta das Nações Unidas e da União Africana em Darfur (Unamid) conta com cerca de 9.000 soldados em Darfur.

Até agora Ocampo tinha apresentado aos juízes provas de suas duas primeiras investigações em Darfur, nas quais acusou altos cargos do Governo sudanês e rebeldes.

Entre estes acusados está o presidente do Sudão, Hassan al-Bashir, o ex-vice-ministro do Interior Ahmad Mohammed Harun e o líder da milícia Janjaweed.

Bashir é acusado de genocídio, crimes de guerra e lesa-humanidade em Darfur, onde morreram mais de 300.000 pessoas em cinco anos de conflito.

O conflito em Darfur começou em janeiro de 2003, quando dois grupos armados se rebelaram contra o Governo por causa da situação de pobreza na qual estava esta região.

A situação em Darfur foi denunciada ao TPI a pedido do Conselho de Segurança da ONU em março de 2005. EFE mr/fal

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