Toyota aluga navio para armazenar excesso de estoque

A montadora de carros japonesa Toyota alugou um navio de carga no porto de Malm¶ - a terceira maior cidade da Suécia - para transformar a embarcação em um depósito de automóveis não vendidos por conta da queda nas vendas. Segundo autoridades portuárias, a montadora já carregou cerca de 2,5 mil carros no navio Morning Glory, que tem 195 metros de comprimento e pertence à empresa sueco-norueguesa Wallenius Wilhelmsen.

BBC Brasil |

Em consequência da atual crise econômica, mais de 30 mil carros de diversas marcas estão parados no porto devido à queda nas vendas, incluindo os veículos armazenados no cargueiro.

O porto de Malm¶ tem uma área destinada a abrigar veículos com capacidade máxima para acomodar cerca de 27,5 mil carros.

Um novo estacionamento está sendo construído para fornecer mais espaço aos veículos não vendidos das montadoras e deve ser completado em abril.

A venda mundial de carros tem sofrido uma redução dramática desde o início do agravamento da crise econômica global no ano passado, o que provoca uma sobrecarga de estoques.

Na Suécia, apenas cerca de 14 mil carros foram vendidos em fevereiro - uma queda de 31,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Uma das empresas mais afetadas foi a montadora sueca Saab, filial da americana General Motors.

A Saab apresentou declaração de insolvência em fevereiro diante de uma iminente quebra, mas mantém a produção enquanto realiza um processo de reorganização a fim de buscar um possível comprador.

O governo sueco rejeitou a possibilidade de resgate da Saab proposta pela GM, mas afirma que está trabalhando em um plano de ajuda ao setor automobilístico.

Em declaracões feitas no Salão do Automóvel de Genebra, o diretor de operações da General Motors, Fritz Henderson, advertiu nesta quarta-feira que as divisões européias da GM poderão entrar em colapso nas próximas semanas se não obtiverem ajuda dos governos europeus.

Henderson busca uma injeção de capital dos governos da região de 3,3 bilhões de euros para financiar a separação das marcas da GM, Opel e Vauxhall na Europa. Segundo ele, a medida poderia impedir a perda de 300 mil empregos.

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