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Torcida sul-africana pode apoiar azarões americanos

Os Estados Unidos podem contar com outro aliado quando entrarem em campo neste domingo contra o Brasil para a final da Copa das Confederações, a torcida sul-africana. Vou torcer para os Estados Unidos, gostei muito quando eles venceram a Espanha, diz o jovem Dingane.

BBC Brasil |

De fato, durante a histórica e inesperada vitória americana por 2x0 na quarta-feira, boa parte da torcida em Bloemfontein passou a apoiar os americanos. Comentaristas locais sugerem que os motivos que levaram à repentina simpatia para com o time dos Estados Unidos podem variar desde o tradicional apreço pelo mais fraco, até o "fator Obama". Eles dizem que seria difícil imaginar tal apoio se os americanos fossem liderados ainda por George W. Bush e Dick Cheney. Retrospecto Mas o maior astro do time americano, Landon Donovan, reconhece que vencer a seleção de Dunga não será fácil. "Nunca venci o Brasil em nenhuma categoria do futebol, mas seria sensacional conseguir isso", disse o atacante, que esteve no time sub-23 que perdeu do Brasil por 7x0 em 1999. O treinador do time, Bob Bradley, disse que a partida será um acontecimento histórico para o futebol americano. "Esta é a primeira vez que disputaremos uma final internacional e jogar contra o Brasil é mais especial ainda", disse ele. Das 14 vezes que os Estados Unidos jogaram contra o Brasil, o país venceu apenas uma vez, em 1998. Apesar do retrospecto favorável ao Brasil, o técnico Dunga prometeu respeito e diz esperar um jogo aberto.

Importância histórica
Independente do resultado neste domingo, que pode significar terceira Copa das Confederações para o Brasil e a confirmação do rótulo de favorito para o Mundial 2010, a seleção americana sai da competição bem mais fortalecida do que quando entrou.

Na verdade, bem mais prestigiada do que estava até a segunda rodada da primeira fase, quando perdeu de 3x1 da Itália e 3x0 do Brasil.

A sorte dos americanos começou a mudar quando bateram o Egito por 3x0 e conquistaram uma improvável classificação para a fase seguinte.

Mas a épica vitória contra os favoritíssimos espanhóis selou a nova fase e imagem da equipe.

O manchete do jornal The New York Times foi "vitória americana foi milagre na grama".

O repórter George Vecsey escreveu que o time de Bradley "por 90 minutos foi melhor do que os espanhóis, bravos, inteligentes e também sortudos".

"E eles sempre terão este resultado, como os americanos que derrotaram os ingleses na Copa de 1950."
Em vários cruzamentos de Johanesburgo, é possível ver bandeiras americanas sendo vendidas lado a lado com as brasileiras. Vendedores ouvidos pela reportagem dizem que existe um equilíbrio no número de bandeiras vendidas de cada lado. Brasil e EUA fazem a final da Copa das Confederações neste domingo às 15h30 de Brasília.

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