Toque de recolher em cidade chilena é estendido para 18 horas

O toque de recolher imposto na cidade chilena de Concepción na tentativa de diminuir os saques ocorridos após o terremoto de sábado passado será estendido para 18 horas, informaram as autoridades militares.

EFE |

A decisão não foi tomada por causa de novos crimes, mas sim para proteger a distribuição da ajuda dada aos desabrigados, que será entregue "de casa em casa", disse aos jornalistas o general Guillermo Ramírez, chefe da zona em estado de catástrofe na região de BioBío.

A maior duração do toque de recolher também servirá para retomar, com tranquilidade, o fornecimento dos serviços básicos (eletricidade, água), que continuam cortados, acrescentou Ramírez.

Com isso, segundo o general, o toque de recolher em Concepción começará às 18 horas desta terça-feira e terminará às 12 horas de amanhã, horários locais (mesma hora de Brasília).

A medida foi anunciada depois de a presidente chilena, Michelle Bachelet, informar que estarão mobilizados 14 mil militares nas áreas mais afetadas pelo tremor. Os militares ficarão responsáveis pela distribuição de ajuda e a prevenção de saques.

O terremoto de sábado atingiu 8,8 graus na escala Richter e sacudiu as regiões central e sul do Chile,  deixando mais de 700 mortos  e dois milhões de desabrigados, segundo os relatórios oficiais mais recentes.

Em seu primeiro dia, o toque de recolher vigorou por nove horas. Depois de novos saques e distúrbios, foi estendido para 16 horas nesta segunda-feira, das 20 horas de ontem até as 12 horas de hoje.

A noite foi mais tranquila, com incidentes esporádicos. Mesmo assim, em diversos bairros de Concepción e em cidades próximas, moradores organizaram barricadas e passaram a noite em claro.


Moradores formam grupos armados para proteger propriedades / AP

Na vizinha Talcahuano, um incêndio consumiu três imóveis durante a madrugada. Segundo rádios locais, o fogo aparentemente começou durante um confronto entre moradores que defendiam suas propriedades e saqueadores.

O general Ramírez advertiu que os militares "não vão se inibir" no cumprimento de sua missão de garantir a ordem.

Nesse contexto, Ramírez pediu que a população respeite as instruções oficiais, "para não ter que lamentar algum incidente lamentável".


*Com EFE, Reuters e BBC

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