Toque de recolher é suspenso na capital da Mongólia

Pequim - As autoridades da Mongólia suspenderam hoje o toque de recolher imposto na terça-feira na capital, Ulan Bator, que vigorava entre as 22h e 8h (locais), e afirmaram que o estado de emergência que termina à meia-noite de hoje na cidade não será prorrogado.

EFE |

Segundo a agência oficial chinesa "Xinhua", que citou o Escritório de Imprensa Presidencial da Mongólia, essas decisões se devem à calma que voltou a Ulan Bator, após os distúrbios registrados na terça-feira que fizeram com que o presidente do país, Nambaryn Enkhbayar, decretasse o estado de emergência e o toque de recolher.

As revoltas, que deixaram ao menos cinco mortos 300 feridos, foram registradas na terça-feira, quando milhares de pessoas protestaram nas ruas de Ulan Bator contra uma suposta fraude nas eleições legislativas de 29 de junho.

Neste pleito, o Partido Revolucionário Popular da Mongólia (PRPM) obteve a maioria absoluta após quatro anos de Governo em frágil coalizão.

O PRPM e o Partido Democrático, a principal legenda da oposição, trocam acusações sobre a responsabilidade dos distúrbios, e o líder democrata, Tsakhia Elbegdorj, acusou os governistas de comprarem votos e subornarem observadores.

Apesar disso, os seis partidos com representação parlamentar decidiram ontem abrir uma investigação para esclarecer a verdadeira natureza dos distúrbios e descobrir seus responsáveis.

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