Topolanek apresentará renúncia após retornar de Parlamento Europeu

Praga, 25 mar (EFE).- O primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, apresentará a renúncia de seu Governo assim que retornar do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, embora mantenha sua função de presidente do Conselho da União Europeia (UE) até o final de junho, informou hoje a imprensa da República Tcheca.

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No entanto, ainda não foi determinado quando exatamente o chefe do Governo tcheco vai oficializar sua saída do cargo.

Segundo a agência tcheca "CTK", Topolanek pode apresentar sua renúncia ainda hoje.

Como estava previsto, Topolanek esteve hoje em Estrasburgo para apresentar aos deputados do Parlamento Europeu os resultados da última cúpula de chefes de Estado e de Governo da UE.

Ontem, o Executivo liderado por Topolanek não conseguiu superar uma moção de censura iniciada por parlamentares opositores e à qual se somaram inclusive deputados da coalizão governamental.

Acusado de não ter respondido à crise econômica, o primeiro-ministro tcheco aceitou o resultado e prometeu ontem que apresentará sua renúncia ao presidente do país, Vaclav Klaus, o qual deverá escolher o político que ficará encarregado da formação de um novo Governo.

O Partido Democrático Cidadão (ODS), de Topolanek, espera que um de seus membros receba o convite do presidente.

O líder da oposição social-democrata, Jiri Paroubek, já disse que "tolerará" o atual Governo até o fim do mandato da República Tcheca à frente da UE, em junho. Depois disso, declarou, um Governo de tecnocratas deveria ser nomeado até a realização de novas eleições.

Entretanto, a queda do Executivo tcheco despertou a preocupação do Parlamento Europeu, especialmente pela possibilidade de que afete o futuro do Tratado de Lisboa.

O presidente da Eurocâmara, Hans-Gert Pöttering, disse hoje confiar na resolução de "todos os detalhes para que o tratado possa entrar em vigor em 2010".

Por sua vez, Topolanek tratou de tranquilizar os parlamentares europeus assegurando que fará o possível para cumprir com seus "compromissos", mas alertou que a responsabilidade sobre o que diz respeito ao tratado não está em suas mãos, mas nas de Paroubek. EFE gm-wr/bba

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