Tony Blair deverá trabalhar para o grupo Louis Vuitton, diz jornal

LONDRES - O ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, deverá trabalhar para o grupo de luxo Louis Vuitton Moët Hennessy (LVMH), controlado pelo empresário francês Bernard Arnault, que chegou a ficar hospedado em uma das residências do Executivo britânico durante o mandato do político trabalhista, informa neste sábado o jornal The Daily Telegraph.

EFE |

Segundo a publicação, Blair, que foi chefe de governo entre 1997 e 2007, está prestes a assinar um contrato com a LVMH, para quem deve começar a trabalhar no fim do ano.

Arnault, o homem mais rico da França, convidou Blair até a sua casa, ao passo que o ex-chefe do Executivo hospedou o empresário em Chequers, a casa de campo dos primeiros-ministros do Reino Unido.

Estas revelações, acrescentou o "Daily Telegraph", indicam que pode ter havido clonflito de interesses quando Blair recebeu Arnault, já que código de conduta do governo determina que nenhum ministro ou membro de sua família deveriam aceitar convites capazes de fazê-los se sentirem obrigados a retribuir esse gesto.

Uma fonte próxima ao ex-primeiro-ministro disse à publicação: "Há, a princípio, um acordo. Mas nada foi assinado ainda. Blair não se unirá ao conselho (de administração do grupo), mas terá um trabalho de assessoria. Ele trabalhará muito estreitamente com Arnault. Em particular, seu trabalho pode se concentrar na atração de novos clientes".

Segundo o "Daily Telegraph", a relação de Arnault e Blair começou em 2003, quando o empresário fez a primeira de suas duas visitas a Chequers, enquanto Euan Blair, o filho mais velho do político, trabalhou dois meses em uma rádio de propriedade do empresário e se hospedou em um apartamento deste em Paris.

Além disso, Kathryn Blair, filha do ex-primeiro-ministro, ficou na mansão de Arnault em Paris enquanto fazia um curso de três meses na universidade da Sorbonne.

Blair já é assessor do banco JPMorgan Chase, do qual recebe 2 milhões de libras ao ano (2,2 milhões de euros), e do Zurique Financial, onde fatura 500.000 libras (555.000 euros) por ano, fora os elevados cachês que ganha para fazer palestras.

Estima-se que o político trabalhista, já ganhou pelo menos 15 milhões de libras (16,6 milhão de euros) desde que deixou o poder.

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