Tomas se transforma em furacão e se aproxima de Cuba e Haiti

Autoridades haitianas tentam retirar população de acampamentos onde vivem desde o terremoto de janeiro

iG São Paulo |

A tempestade tropical Tomas se transformou em furacão nesta sexta-feira e, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), deve chegar nas próximas horas a Cuba e Haiti.

Um avião de reconhecimento da Força Aérea comprovou que Tomas se transformou em um furacão de categoria um na escala de Saffir-Simpson, cujo máximo é cinco. Segundo o último boletim do NHC, o ciclone deve se fortalecer ainda mais antes de começar a perder força no sábado.

AFP
Soldado da missão de paz da ONU tira criança de acampamento em Porto Príncipe, no Haiti (04/11)

Tomas, que se desloca com ventos máximos sustentados de 130 km/h e rajadas mais altas, está a 235 quilômetros ao sul de Guantánamo (Cuba) e a 280 quilômetros a oeste de Porto Príncipe, a capital haitiana.

O furacão se movimenta a uma velocidade de 15 km/h, que aumentará nas próximas horas, em direção nordeste. Segundo as previsões do NHC, o olho do furacão passará perto do oeste do Haiti na manhã desta sexta-feira e próximo ou sobre o extremo leste de Cuba durante o dia.

Também se aproximará do sudeste das Bahamas e das ilhas de Turks e Caicos até a noite. Está vigente um aviso de furacão (que significa sua passagem em de 12 a 36 horas) para o Haiti, o sudeste das Bahamas, Turks e Caicos e a província cubana de Guantánamo. Na temporada de furacões que teve início em 1 junho e termina em 30 de novembro, se formaram 18 tempestades e 13 furacões.

Haiti

Autoridades do Haiti estão trabalhando para retirar milhares de pessoas abrigadas em acampamentos antes que o furacão Tomas atinja a capital Porto Príncipe. A avaliação é que o furacão pode destruir boa parte das barracas onde cerca de 1,3 milhões de haitianos estão vivendo desde o terremoto que destruiu o país, em janeiro.

Na noite de quinta-feira, fortes chuvas já caíam sobre Porto Príncipe. No entanto, muitos desabrigados estão se recusando a deixar suas tendas, alegando que eles não têm outro lugar para ir. O presidente René Preval fez um pronunciamento em rádio nacional pedindo que a população deixe os acampamentos. "Protejam suas vidas", disse ele, antes de esclarecer que o governo "não teria espaço suficiente (nos ônibus) para transportar todos".

O chefe da organização Médicos Sem Fronteiras no Haiti, Stefano Zannini, descreveu a situação como precária. "Esse é o terceiro grande problema que os haitianos têm de lidar neste ano", disse, se referindo ao terremoto e a uma epidemia de cólera que já matou 442 pessoas. "O clima nos acampamentos é uma mistura de medo e desespero - ou resignação", disse.

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