Tokyo Game Show 2009: o universo lúdico não está nem aí para a crise

Novidades em todos os estandes, cores, movimentos, barulhos... O Tokyo Game Show 2009, maior salão de video-games da Ásia, abriu as portas nesta quinta-feira na capital japonesa exibindo um notável vigor apesar da crise econômica.

AFP |

"O jogo é a forma", afirma o colorido cartaz na entrada do salão, criado em 1996. Serão quatro dias de feira.

"Estimamos que a recessão internacional, que marcou este ano, não teve um impacto negativo direto em nosso setor", indicou o diretor da sociedade japonesa Square Enix, Yoichi Wada.

A ideia parece ser compartilhada pela maioria dos grandes atores do setor reunidos na Tokyo Game Show, apesar de haver apenas 180 expositores em 2009, 30 a menos que no ano passado.

Os organizadores esperam a visita de 180.000 pessoas até domingo, nos 54.000 metros quadrados ocupados pelos gigantes do entretenimento multimídia.

Este ano serão apresentados 760 novos títulos para consoles e plataformas portáteis, além de telefones celulares e computadores, número inferior aos 880 jogos lançados em 2008.

Entre as novidades, são aguardados lançamentos para os consoles Wii, da Nintendo, PlayStation 3 (PS3), da Sony, e XBox 360, da Microsoft, embora alguns especialistas estejam um pouco decepcionados.

É verdade que estas novidades são menos numerosas que os entretenimentos destinados aos telefones celulares japoneses ou à gama de plataformas portáteis como a DS, da Nintendo, que não participam do Tokyo Game Show.

O jogo e a venda de novidades na internet é um dos grandes temas da edição 2009 da feira, além de atual cavalo de batalha da gigante japonesa Sony.

"A rede se transformou em um instrumento essencial para os produtos da Sony", destacou o diretor da Sony Computer Entertainment, Kazuo Hirai.

O objetivo da Sony é tornar seus consoles PS3 e PSP (portátil) aparelhos polivalentes multimídia, adaptados a todos os tipos de conteúdo (jogos, filmes, clipes musicais, séries e outros programas de televisão.

"Na era da internet, é necessário que trabalhemos de maneira diferente para continuar inovando e prosperando", estimou Hirai, para quem um novo modelo econômico não só é possível, mas também indispensável.

A Sony diz acreditar fortemente nas possibilidades inéditas de interação, comunicação e distração que oferece a conexão a uma plataforma de venda ou a um aluguel de conteúdos.

Outras inovações mantêm o entusiasmo dos expositores, com as telas em três dimensões (3D) que oferecem uma incrível percepção em relevo e dispositivos de comando que reconhecem movimentos.

A Nintendo, pioneira neste setor, mostrou o caminho das pedras com o Wii, e agora a concorrência tenta superá-lo.

A Sony fez nesta quinta-feira uma primeira demonstração de seu "motion controller", artefato em forma de sorvete de casquinha coroado com uma bola luminosa e cujos deslocamento, posição e orientação no espaço são traduzidos em instruções informáticas.

kap/ap

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