Todos os países europeus têm níveis insuficientes de natalidade

Berlim, 11 jan (EFE).- As porcentagens de natalidade em todos os países europeus são baixos demais para manter o atual nível de população no continente, segundo uma análise do Instituto Max Planck de Pesquisas Demográficas, que tem sede no porto báltico alemão de Rostock.

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O estudo tornado público hoje destaca que as porcentagens de nascimentos são mais elevados no norte e no ocidente da Europa que no leste e no sul.

Ao chamado nível de substituição de 2,1 nascimentos por mulher só se aproximam França, Grã-Bretanha, Irlanda e os países nórdicos, onde a natalidade oscila entre 1,8 e 2 filhos.

Os países de fala alemã e os outros do centro, este e o sul da Europa têm índices de natalidade muito inferiores, de entre 1,3 e 1,5 nascimento.

Os sociólogos explicam a diminuição de nascimentos em todo o continente pelo fato de que se adia até uma maior idade a formação de uma família, em muitos casos por causa da insegurança laboral e de estudos prolongados.

"Nos países nórdicos, onde a infra-estrutura para o cuidado dos menores está muito desenvolvida e onde os homens assumem com freqüência tarefas do lar, a decisão de procriar é mais fácil", assinala o estudo, que será publicado pela revista especializada "Demographic Research".

Comenta que a mudança cultural e de valores que aconteceu no norte e no ocidente da Europa nas décadas de 60 e 70 do século passado em relação com a fundação de famílias conduziu a uma forte queda da natalidade.

No entanto, essa tendência se inverteu e a "até agora negativa relação entre a mudança cultural e de valores frente aos índices de natalidade adquire um giro positivo".

O instituto de Rostock destaca que a imigração conduziu a uma melhora dos índices de natalidade na Europa.

No caso de oito países escolhidos da Europa ocidental - Espanha, Portugal, França, Itália, Áustria, Alemanha, Holanda e Grã-Bretanha -, os imigrantes fizeram aumentar entre 1997 e 2006 os números de nascimentos de 3% para 8%. EFE jcb/ma

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