Todo o território libanês, com suas infra-estruturas civil incluídas, será considerado um alvo militar por Israel se o movimento radical xiita Hezbollah desencadear uma guerra, afirmou nesta quarta-feira um ministro israelense.

"O governo libanês deve entender que, a partir do momento em que é concedida uma legitimidade ao Hezbollah, todo o Estado libanês será um alvo, da mesma maneira que todo Israel constitui um alvo para o Hezbollah", argumentou o ministro do Meio Ambiente, Gideon Ezra, em declarações concedidas a rádios.

Na guerra de 2006, "tínhamos pensado em atacar as infra-estruturas do Líbano, mas finalmente afastamos essa possibilidade, pois consideramos então que todos os libaneses não eram responsáveis pelos ataques do Hezbollah", prosseguiu Ezra, um político ligado ao primeiro-ministro Ehud Olmert.

Nesse conflito, que se prolongou de 12 de julho a 14 de agosto de 2006, Israel bombardeou o aeroporto de Beirute, destruiu várias pontes e estabeleceu um bloqueio aéreo e naval à capital.

"Enfrentamos inimigos cruéis tanto no Líbano como em Gaza, e Israel tem que poder revidar", disse Ezra.

O porta-voz de Olmert, Mark Regev, consultado pela AFP, afirmou que Israel "não considera o Estado libanês um inimigo", mas que "tirará suas conclusões" se o Hezbollah tomar o controle do governo libanês.

O governo libanês de união nacional adotou este mês uma declaração de política geral que afirma a autoridade do Estado sobre todos os temas, incluindo o arsenal do Hezbollah.

No entanto, a declaração menciona também "o direito do Líbano e de seu povo, de seu Exército e de sua resistência (Hezbollah) de libertar sua terra nas Fazendas de Chebaa, nas colinas de Kfarchuba e Ghajar", cidades localizadas na fronteira do sul do Líbano atualmente ocupadas por Israel.

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