Tocha olímpica passa pela Coréia do Sul aclamada por multidão pró-China

A tocha olímpica de Pequim realizou neste domingo, em Seul, mais uma etapa de seu conturbado giro mundial, sendo recebida na Coréia do Sul por uma multidão de chineses e com apenas alguns incidentes isolados, rapidamente controlados pelos mais de 8.000 policiais mobilizados.

AFP |

Assim que a tocha deixou o parque olímpico às 14h20 locais (03h20 de Brasília), milhares de manifestantes pró-China, dos quais inúmeros estudantes chineses, agitaram pequenas bandeiras. O percurso de 24 quilômetros aconteceu sem maiores incidentes, cerca de cinco horas depois.

Quase 6.000 defensores da organização dos Jogos pela China se reuniram ao longo de todo o percurso, de acordo com a polícia, contra apenas 300 manifestantes e defensores dos direitos humanos.

Perto do parque olímpico, os estudantes chineses lançaram garrafas de água, pedaços de madeiras e pedras contra os manifestantes que criticavam Pequim. Contudo, policiais equipados com escudos agiram rapidamente, evitando maiores confrontos.

Na mesma região, testemunhas viram estudantes chineses cercar e agredir um pequeno grupo de manifestantes.

De acordo com as testemunhas, um fotógrafo local foi ferido na cabeça por uma pedra lançada pelos estudantes chineses.

Além disso, um homem que afirmava ter fugido da Coréia do Norte foi preso pela polícia ao tentar se imolar para protestar contra a atitude da China em relação aos refugiados norte-coreanos, de acordo com a agência sul-coreana Yonhap.

Um total de 8.300 policiais foram mobilizados para supervisionar o percurso. As forças de segurança, além disso, controlavam as estações de metrô e as pontes sobre o rio Han, que dissidentes norte-coreanos pretendiam bloquear.

Vinte agentes de bicicletas acompanharam a tocha, escoltada por 120 policiais que corriam ao seu lado, auxiliados ainda por motos, automóveis e helicópteros.

Durante o percurso, os manifestantes anti-China exibiam cartazes com a frase "China, pare de matar os refugiados da Coréia do Norte".

Por sua vez, os cartazes dos chineses clamavam "Só uma China e só uma nação" e "Tibete foi, é e será uma parte da China".

Na noite deste domingo, horário local, a chama chegou à capital da Coréia do Norte, Pyongyang, uma das últimas etapas da viagem.

Os organizadores informaram que, na segunda-feira, milhares de pessoas acompanharão o percurso de 20 quilômetros da chama, especialmente decorado, da Torre Juche até o Estádio Kim Il Sung.

bur-adm/fb/fp

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