Tocha olímpica começa viagem pela Ásia, preocupação aumenta

Por Kamran Haider ISLAMABAD (Reuters) - Forças de segurança foram destacadas na capital paquistanesa Islamabad, nesta quarta-feira, para a visita da tocha olímpica, em meio a preocupações de conflitos entre manifestantes pró-Tibet e estudantes chineses na Austrália na próxima semana.

Reuters |

No início da primeira parada de seu revezamento na Ásia após os problemas que aconteceram na Europa e nos Estados Unidos, a tocha chegou a Islamabad nesta quarta-feira sob forte esquema de segurança, apesar de as autoridades afirmarem que não há uma ameaça específica.

O Paquistão sofreu uma série de ataques a bomba de militantes recentemente, e autoridades do país decidiram que o revezamento será realizado apenas em um estádio de Islamabad, e não mais pelas principais ruas da cidade.

Forças paramilitares e a polícia foram posicionadas ao redor do estádio e por todo o trajeto da tocha.

O presidente da Associação Olímpica do Paquistão, Arif Hassan, disse que o país, forte aliado da China, estava orgulhoso de receber a tocha que ajudará a melhorar a imagem do país.

'Uma vez que tudo ocorra bem, acho que vamos enviar uma mensagem clara para o mundo todo que eles estarão vendo a verdadeira cara do Paquistão', disse Hassan.

O revezamento internacional da chama provocou enormes distúrbios em San Francisco, Londres e Paris, onde manifestantes anti-China tentaram impedir a passagem da chama em protestos contra a repressão chinesa a manifestação de monges no Tibet recentemente.

As políticas chinesas no Sudão também foram alvo de críticas.

Em alguns locais, manifestantes tentaram apagar a chama e os organizadores apagaram a tocha ou a esconderam para mantê-la a salvo.

O presidente Pervez Musharraf e o primeiro-ministro Yousaf Raza Gilani participaram da cerimônia no estádio de Islamabad.

Ainda nesta quarta-feira, a chama olímpica segue para Mumbai, na Índia.

Centenas de alunos escolares acenando bandeiras do Paquistão e da China foram levados de ônibus para a cerimônia, que inclui danças folclóricas e fogos de artifício.

Na Austrália, onde a chama chega na semana que vem, a polícia recebeu poder para conter manifestantes que poderiam protestar na passagem da tocha, numa resposta ao pedido de defensores da China por uma segurança reforçada contra os tibetanos durante a parada da chama em Canberra.

Zhang Rongan, da Associação dos Estudantes Chineses na Austrália, disse que 10.000 estudantes e chino-australianos viajarão a Canberra para o revezamento da tocha em 24 de abril para proteger a chama dos manifestantes.

O site na Internet de Zhang pediu por 150 'corredores fortes e enérgicos' para ajudar a proteger a tocha na Austrália contra manifestantes tibetanos.

(Reportagem adicional de Rob Taylor em Canberra)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG