Quase 60 pessoas foram mortas na noite desta quarta-feira em Mumbai em uma série de ataques conduzidos por homens armados com fuzis e granadas, principalmente contra grandes hotéis da cidade, informaram diversas fontes.

"Terroristas desconhecidos abriram fogo em pelo menos sete ou oito locais" da capital econômica da Índia, declarou à rede de televisão NDTV o oficial de polícia A. N. Roy.

Segundo a agência Press Trust of India, o grupo autodenominado Mujahedines do Deccan assumiu os ataques em Mumbai.

"Cinqüenta e oito corpos foram levados ao hospital. Cerca de 50 feridos estão internados", declarou à AFP um porta-voz de um hospital municipal, entrevistado por telefone.

De acordo com alguns meios de comunicação indianos, o balanço pode chegar a 80 mortos.

Segundo a Press Trust of India, cerca de 200 pessoas foram feridas.

Pouco depois das 22H30 local (15H00 de Brasília), vários homens armados com AK-47 atacaram a estação central de Mumbai, abrindo fogo e lançando granadas no hall de passageiros, destacou A. K. Sharma, chefe da polícia ferroviária de Mumbai. Pelo menos 10 pessoas morreram neste ataque.

Os ataques, coordenados, também atingiram dois dos mais exclusivos hotéis da cidade, o Taj Mahal e o Trident. Clientes foram feitos reféns e não havia informações sobre eles pouco antes das 19H00 (de Brasília).

O departamento americano de Estado condenou os "terríveis" atentados em Mumbai e destacou que segue atentamente o desenrolar da situação.

"Condenamos firmemente os atentados terroristas que ocorreram em Mumbai", declarou o porta-voz do departamento de Estado, Robert Wood.

"Manifestamos nossas condolências aos parentes e amigos das vítimas e à população de Mumbai", destacou Wood em uma declaração.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, também condenou os atentados, que qualificou de "intoleráveis.

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