Tiroteios deixam 13 mortos no Cáucaso do Norte, na Rússia

Região russa é palco de confrontos, em que rebeldes lutam para estabelecer um Estado independente baseado na lei islâmica

Reuters |

Homens armados mataram a diretora de uma escola quando estava em casa, na tumultuada província do Daguestão, na Rússia, nesta sexta-feira, enquanto outros incidentes separados mataram 12 pessoas no Cáucaso do Norte.

A polícia na capital do Daguestão, Makhachkala, levantou um alerta e colocou equipes à procura de dois homens que mataram a diretora com um rifle, depois de invadir sua casa. Mais tarde, confrontos armados mataram duas autoridades judiciárias e dois militantes que teriam lançado granadas contra a polícia, informou o Comitê Nacional Antiterror, segundo a agência de notícias Interfax.

O combate ocorreu após um tiroteio no vilarejo de Kirovaul, cerca de 150 quilômetros ao norte de Makhachkala, no qual forças federais mataram cinco rebeldes, incluindo uma mulher, segundo a polícia.
Na vizinha Chechênia, três soldados morreram após uma troca de tiros com rebeldes, informou uma fonte de segurança citada pela Interfax.

O Cáucaso do Norte, de maioria muçulmana, é palco de confrontos, em que rebeldes desejam estabelecer um Estado independente governado pela lei islâmica sharia. Uma década após rebeldes separatistas terem sido destituídos do poder na segunda guerra da Chechênia, o Cáucaso do Norte registra ataques quase que diariamente.

Na região, o Daguestão tornou-se o epicentro da violência, lugar antes ocupado pela Chechênia e Inguchétia. Nos últimos meses, ataques contra professores e líderes religiosos se tornaram frequentes no Daguestão. Segundo analistas, essas ações seriam tentativas de atacar aqueles que, de acordo com os rebeldes, não estariam seguindo as leis do verdadeiro islã.

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