Tiroteio mata policial e suspeito em área tibetana da China

PEQUIM (Reuters) - Um policial e um suspeito de comandar tumultos foram mortos em um tiroteio nesta semana no oeste da China, disse a imprensa estatal na quarta-feira, num sinal de que a tensão permanece depois da onda de protestos de março. O policial Lama Cedain (um nome tibetano) morreu em um incidente na manhã de segunda-feira, segundo informações das autoridades da província de Qinghai (oeste, vizinha ao Tibete) à agência estatal de notícias Xinhua.

Reuters |

O relato acrescenta que houve distúrbios na região de Dari, em Qinghai, incitado por 'algumas pessoas acusadas de serem insurgentes buscando a 'independência tibetana''.

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'Após uma investigação de um mês, a polícia agiu na segunda-feira para prender o suposto líder. O suspeito resistiu à prisão, e um tiroteio começou. O agente foi morto no tiroteio [...] e outros agentes reagiram, matando o suspeito', diz a agência.

A China acusa o líder espiritual exilado Dalai Lama de ter promovido os tumultos de março em Lhasa, capital do Tibete, contra a dominação chinesa. Segundo Pequim, o motim matou 18 'civis inocentes'.

Os distúrbios se espalharam posteriormente para províncias vizinhas onde há população tibetana, e provocaram indignação mundial --que se refletiu em protestos durante a passagem da tocha olímpica por várias cidades, a caminho dos Jogos de Pequim.

O Dalai Lama nega envolvimento nos protestos e diz ser favorável a mais autonomia para o Tibete, mas não à independência.

(Reportagem de Ben Blanchard e Lindsay Beck)

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