Tiroteio em centro de imigrantes em Nova York deixa 14 mortos

Por Hans Pennink BINGHAMTON, Estados Unidos (Reuters) - Um homem armado com duas pistolas invadiu na sexta-feira um centro de serviços para imigrantes e matou 13 pessoas antes de aparentemente cometer suicídio, segundo a polícia da cidade de Binghamton, Estado de Nova York.

Reuters |

O chefe de polícia Joseph Zikuski disse em entrevista coletiva que o atirador bloqueou a saída traseira do centro com seu carro, entrou pela porta dianteira e baleou duas recepcionistas antes de se dirigir a uma sala de aula onde 13 corpos foram encontrados.

Ele afirmou que quatro pessoas estão em estado grave, inclusive uma das recepcionistas que sobreviveu atirando-se no chão e fingindo-se de morta. Ela ligou para a polícia quando o homem passou à sala seguinte, de acordo com Zikuski.

O policial afirmou que o homem supostamente teria assistido aulas no local e seria conhecido dos funcionários. "Não temos ideia de qual é o motivo", declarou.

A imprensa disse que o atirador era um asiático de 41 ou 42 anos, que vestia jaqueta verde. "Foi definitivamente premeditado. Ele fez uma barricada na porta traseira - colocou seu carro bem contra a porta, para que ninguém pudesse fugir", afirmou Zikuski.

Em nota, o presidente Barack Obama se disse "chocado e profundamente entristecido" com o incidente.

Zikuski disse que 37 pessoas foram retiradas ilesas do prédio, inclusive 26 que haviam se refugiado no porão.

Todos os tiros foram disparados antes que a polícia chegasse ao local, na rua principal de Binghamton, cidade de 45 mil habitantes, cerca de 240 quilômetros a noroeste da cidade de Nova York.

O prédio da Associação Cívica Americana é usado para aulas de inglês e outros serviços a imigrantes que pleiteiam a cidadania norte-americana. O governador David Paterson lamentou esse "ato insensato de violência" contra pessoas "que queriam fazer parte do sonho americano".

Zikuski disse que a polícia acredita que o atirador esteja entre os mortos porque um dos corpos era o de um homem que usava uma bolsa com munições e portava duas pistolas. A polícia também localizou o dono do carro usado no ataque, que estava emprestado ao suspeito.

A imprensa local informou que as autoridades pediram um intérprete vietnamita para se comunicar com o atirador.

Matanças como essas são comuns nos EUA, onde é muito fácil comprar armas, e portá-las é um direito constitucional.

No mês passado, um homem matou dez pessoas, inclusive vários parentes seus, no Alabama.

Em 16 de abril de 2007, um estudante matou 32 pessoas e cometeu suicídio na universidade Virginia Tech, no pior incidente desse tipo na história moderna norte-americana.

(Reportagem adicional de Daniel Trotta, Claudia Parsons, Joan Gralla, Michelle Nichols e Ellen Wulfhorst em Nova York)

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