Tiros foram ouvidos em Conacri e em sua periferia, pouco depois da entrada em vigor do cessar-fogo imposto pela junta no poder, na Guiné, desde o golpe da última terça, mas uma fonte militar garantiu, de imediato, que eram tiros dissuasivos para fazer as pessoas voltarem para casa.

Em seguida, o Conselho Nacional para a Democracia e o Desenvolvimento (CNDD, junta) leu um comunicado, em rádio nacional, lembrando que "um cessar-fogo significa uma disciplina de fogo que deve, obrigatoriamente, ser observada".

"Qualquer soldado surpreendido pela patrulha atirando nos bairros se exporá a sanções severas", acrescentou a junta.

No bairro de Dar-es-Salam, comuna de Ratoma, na periferia da capital guineana, um jovem foi ferido no joelho, após ser atingido por uma bala perdida, de acordo com uma fonte militar.

Os tiros ouvidos na capital "são tiros dissuasivos para dizer às pessoas que elas devem entrar em suas casas", disse a mesma fonte à AFP.

Jornalistas da AFP ouviram tiros repetidos e regulares no bairro de Kalum (centro administrativo da capital), entre 20h e 21h (hora local). O barulho cessou pouco depois da difusão do comunicado da junta.

Outros tiros foram ouvidos no bairro de Simbaya, assim como na base aérea do bairro de Yimbaya.

À noite, a junta anunciou ainda: "O cessar-fogo, suspenso em 24 de dezembro para permitir aos irmãos cristãos passar tranqüilamente as festas da Natal, entra em vigor efetivamente nesta sexta, 26 de dezembro, de 20h a 6h (hora local)".

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