Timoshenko oferece cargo de premiê a Tiguipko em troca de apoio nas eleições

Kiev, 20 jan (EFE).- A primeira-ministra e candidata à Presidência da Ucrânia, Yulia Timoshenko, anunciou hoje que convidou o magnata bancário Serguei Tiguipko para ser seu sucessor em troca de seu apoio no segundo turno.

EFE |

"Propus a Tiguipko não só unificar nossos programas eleitorais e sermos parceiros confiáveis, mas também lhe ofereci o cargo de primeiro-ministro", assegurou Timoshenko em entrevista coletiva.

A premiê ucraniana, que enfrentará no próximo dia 7 de fevereiro o líder opositor Viktor Yanukovich (pró-Rússia), ressaltou que o programa eleitoral de Tiguipko, terceiro candidato mais votado nas eleições de domingo passado, "é 90%" parecido com o seu.

A carismática política ucraniana obteve 25,05% dos votos no primeiro turno, enquanto Yanukovich ficou com 35,32% e aparece como grande favorito à vitória dentro de três semanas.

Tiguipko, ex-presidente do Banco Central e chefe de campanha de Yanukovich na eleição presidencial de 2004 - que resultou na chamada Revolução Laranja - acabou com 13,03%.

"Posso dizer que repetirei a oferta a Tiguipko após a vitória nas eleições presidenciais caso ele não aceite minha proposta agora", disse Timoshenko.

Segundo todos os analistas, Tiguipko tem a chave da vitória, mas ainda não declarou apoio a qualquer um dos dois candidatos.

"Sim, conversei com Timoshenko e Yanukovich no mesmo dia. Há propostas concretas, mas minha postura não mudou por enquanto", disse.

Tiguipko explicou que ambos só fizeram promessas vagas, sem apresentar um plano de reforma para tirar o país da crise - por isso, as coisas teriam que mudar muito para que ele decidisse assumir uma posição.

Outro candidato com o qual a equipe de Timoshenko começou a negociar é o liberal Arseniy Yatseniuk, ex-presidente da Rada Suprema (Legislativo) e que recebeu 6,96 % dos votos. Mas ele deixou claro hoje que não apoiará ninguém.

A primeira-ministra disse que as forças liberais ucranianas atingiram 60% dos votos no domingo, razão pela qual pediu a união dos democratas para evitar a vitória de Yanukovich.

Timoshenko afirmou que, com Yanukovich no poder, o país perderia a independência nacional e interromperia o processo de aproximação à União Europeia (UE). EFE.

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