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Timoshenko chama de vitória acordo de gás com a Rússia

Kiev, 21 jan (EFE).- A primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Timoshenko, chamou hoje de verdadeira vitória para o país os acordos com a Rússia para o fornecimento de gás, pelo qual seu país pagará neste ano um preço médio de US$ 228,8 por mil metros cúbicos.

EFE |

Esta tarifa "é uma verdadeira vitória da Ucrânia, e queria que a Ucrânia se alegrasse por disso e não que se denigram uns a outros", disse a chefe do Governo em reunião do Gabinete de Ministros, citada pelo jornal digital "Ukrainskaya Pravda".

Timoshenko respondeu às declarações do presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, quem após a assinatura dos contratos na segunda-feira em Moscou afirmou que a Ucrânia tinha perdido a "guerra do gás".

"Nossa análise mostra que a Ucrânia pagará o preço mais baixo (pelo gás russo) na Europa, à exceção de Belarus. Menor inclusive que o que pagará a Moldávia, cujo sistema de transporte de gás é de propriedade conjunta com (a estatal russa) Gazprom", ressaltou a chefe do Governo.

Timoshenko acusou ainda empresa intermediária russo-ucraniana RosUkrEnergo de provocara ruptura das negociações no final de 2008.

"Quando se discutia o preço de US$ 235 a US$ 250 (por mil metros cúbicos de gás), RusUkrEnergo propôs um preço de US$ 285, em torno ao qual se destruiu todo o trabalho", disse a chefe do Governo.

Com os contratos assinados na segunda-feira, a intermediária RusUkrEnergo, da qual a Gazprom e várias pessoas físicas ucranianas são co-proprietárias, desapareceu dos esquemas de fornecimento de gás russo à Ucrânia.

Os contratos assinados pela estatal de gás ucraniana Naftogaz e pela Gazprom assinalam que a Ucrânia pagará já este ano preços de mercado, embora com um desconto de 20%, o que significa uma tarifa para o primeiro trimestre de US$ 360.

O desconto depende que a Ucrânia mantenha a tarifa de passagem preferencial para o gás russo de US$ 1,7 por mil metros cúbicos a cada 100 quilômetros para o transporte por sua rede de gasodutos do combustível destinado aos consumidores europeus.

Os preços do gás natural devem cair bruscamente a partir do segundo semestre do ano, arrastados pela queda de petróleo e seus derivados nos mercados mundiais. EFE bk-bsi/jp

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