Tim Robbins recorre à Justiça para conseguir votar em N. York

Nova York, 4 nov (EFE) - O ator americano e ativista liberal Tim Robbins precisou hoje de cinco horas e uma ordem judicial para poder exercer seu direito ao voto em Nova York, já que seu nome tinha sido retirado do censo de seu centro eleitoral, segundo a imprensa local. Robbins, que recebeu um Oscar de ator coadjuvante por Sobre Meninos e Lobos (2003), foi hoje a seu colégio eleitoral, na rua 14 de Manhattan, para votar nas eleições pelas quais o republicano John McCain e o democrata Barack Obama disputam a Presidência dos Estados Unidos. No entanto, ali foi comunicado de que seu nome não estava no censo eleitoral. Fui votar onde normalmente vou, e não estava na lista. Pedi uma explicação, mas não me deram nenhuma, disse Robbins à rede de televisão CNN.

EFE |

O ator e diretor disse votar no mesmo centro desde 1992 e, desde então, nunca deixou de exercer seu direito, não modificou seu domicílio e também não mudou de afiliação política, motivos que poderiam explicar sua exclusão do censo.

Os responsáveis deram ao ator a oportunidade de votar em uma cédula provisória, mas este se recusou, afirmando que isso não serviria para nada.

Há meses, Robbins vinha pedindo aos americanos em veículos de comunicação que não usassem este tipo de cédulas.

"Se for sua última opção, use-a, mas lute antes por seu direito a exercer o voto. É seu direito como americano", assegurou o ator, de 50 anos, que precisou de cinco horas e uma ordem judicial para conseguir ele mesmo votar.

A imprensa local indica que o tumulto causado pelo ator para conseguir votar foi tanto que a Polícia foi chamada para mediar.

Em declarações à rede de televisão "CNN", Robbins insistiu em que ainda estava esperando "uma explicação real" tanto para ele quanto para "centenas de milhares de pessoas" de Nova York que, segundo ele, enfrentaram os mesmos problemas.

Ele acrescentou que as pessoas que foram votar em seu colégio afirmaram que, nas cinco primeiras horas de votações, pelo menos 30 eleitores passaram pela mesma situação. EFE mgl/db

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