Tibetanos negam que diálogo com a China tenha acabado de forma abrupta

Nova Délhi, 5 mai (EFE).- O Governo tibetano no exílio negou hoje que as conversas entre os enviados do dalai lama, Lodi Gyaltsen Gyari e Kelsang Gyatsen, e representantes do Executivo de Pequim tenham terminado de forma abrupta.

EFE |

"Não é verdade. (As conversas) finalizaram seguindo o planejado", disse o primeiro-ministro da Administração Central Tibetana, com sede na cidade indiana de Dharamsala, Samdhong Rinpoche, citado pela agência "PTI".

Além disso, Rinpoche disse que os enviados transferiram aos representantes do Governo chinês o desejo do dalai lama de que a paz seja reinstaurada de forma imediata, assim como a necessidade de encontrar uma solução amistosa.

Além disso, disse serem "infundadas" as acusações das autoridades chinesas de que o líder espiritual tibetano está por trás dos episódios de violência vividos nas últimas semanas no Tibete e em outras regiões chinesas com forte presença tibetana.

"Não as aceitamos. Pedimos (à China) que demonstre as acusações contra o dalai lama diante do mundo", disse o primeiro-ministro, acrescentando que a comunidade internacional sabe que o líder tibetano defende a paz.

Segundo a agência oficial chinesa "Xinhua", os representantes, que ontem tiveram sua primeira reunião, decidiram manter uma nova rodada de consultas, mas Rinpoche não fez nenhuma referência a isso.

A agência estatal cita fontes anônimas presentes no encontro entre os emissários do dalai lama, e Zhu Weiqun e Sitar, vice-ministros do Departamento de Trabalho da Frente Unida do Partido Comunista da China.

"O dalai lama deve deixar de tentar dividir a China e de tramar, de incitar à violência e de interromper e sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim, a fim de criar as condições adequadas para uma nova rodada", afirmou neste domingo à noite a agência oficial "Xinhua".

EFE mb/an

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