The Observer: Com Rio 2016, país do futuro vive o presente

A escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 é a última prova de que para o Brasil, um dos países mais glamurosos e carismáticos do mundo, os bons tempos estão começando, de acordo com uma elogiosa reportagem publicada neste domingo pelo semanário britânico The Observer.

BBC Brasil |

Agência Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva comemora junto com a delegação brasileira a escolha do Rio de Janeiro como cidade-sede das Olímpiadas de 2016

Lula comemora junto com a delegação brasileira a escolha do Rio 

"Tão frequentemente descritos como pertencentes a um 'país do futuro', os brasileiros viram-se vivendo o presente neste fim de semana", escreveu o correspondente Tom Phillips, do Rio de Janeiro.

A reportagem do Observer destaca a importância da escolha do Rio para todo o Brasil, mas principalmente para a própria Cidade Maravilhosa, "após anos de abandono e violência urbana".

O jornal afirma que os investimentos estão voltando ao Rio, que estaria vivendo um "boom econômico e cultural que já levou à recuperação de áreas dilapidadas do centro da cidade".

A reportagem também destaca a importância dos Jogos Olímpicos do Rio para a auto-estima dos brasileiros, citando palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "o Brasil saiu do patamar de país de segunda classe e entrou no patamar de país de primeira classe."

Imagens aéreas do Rio de Janeiro em festa

Governo Lula

O jornal elogia ainda a situação privilegiada do Brasil, após meses de crise econômica mundial, destacando o crescimento nas exportações do país, o aumento no preço de commodities e as políticas sociais do governo Lula, "que ajudaram milhões de brasileiros pobres a deixar a pobreza desde que o líder de esquerda assumiu o poder".

"O renascimento incipiente do Rio espelha o boom nacional que, nas expectativas do governo brasileiro, deve transformar o país em uma das potências políticas, econômicas e petrolíferas mundiais", diz o Observer.

"Em 2007, a sua fortuna recebeu um potencial forte empurrão com o descobrimento de enormes reservas de petróleo na costa, que podem ajudar a tornar o país um peso ainda mais pesado no cenário internacional."

O jornal britânico vai mais longe ao ressaltar a crescente força da diplomacia brasileira, afirmando que como integrante do G20, "que ofuscou o G8", o Brasil "está começando a mostrar os seus músculos".

O semanário também credita a virada na política diplomática brasileira ao governo Lula, "que abriu o caminho para vários presidentes sul-americanos cada vez mais influentes, que estão ajudando a pôr o chamado 'continente esquecido' no mapa".

No entanto, a reportagem lembra que em meio à crescente importância econômica, política e ambiental, "o Brasil ainda tem vastos exércitos de pobres."

"O país ainda tem um dos níveis de desigualdade mais altos do planeta, com os 10% mais ricos em posse de metade da renda do país, enquanto menos de 1% dela pinga para os 10% mais pobres", afirma o Observer.

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