Thatcher rejeitou proteção de 20 caratecas, segundo documentos

Londres, 30 dez (EFE).- A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher rejeitou a proteção de uma escolta de 20 mulheres caratecas durante uma cúpula econômica realizada em junho de 1979, em Tóquio, um mês após ganhar suas primeiras eleições gerais.

EFE |

Segundo documentos desclassificados hoje pelos Arquivos Nacionais do Reino Unido, Thatcher - conhecida como a "dama de ferro" - queria ser tratada como seus colegas homens.

Uma carta escrita em 21 de maio de 1979 reflete a inquietação do então ministro do Gabinete, John Hunt, por causa de uma notícia divulgada em uma televisão britânica sobre um plano para que 20 "senhoras caratecas" zelassem pela segurança da chefe de Governo.

Hunt se apressou em verificar com as autoridades japonesas a veracidade da informação e, para sua surpresa, era "verdade".

No entanto, Thatcher "não queria essas senhoras", afirmou o titular do Gabinete, em uma conversa por telefone, preocupado porque "a reação da imprensa seria inaceitável".

"A senhora Thatcher irá à cúpula como primeira-ministra, e não como uma mulher 'per si'. A primeira-ministra gostaria de ser tratada exatamente da mesma maneira que os outros chefes das delegações presentes", ressaltou Hunt.

"Se os outros líderes receberem 20 cavalheiros caratecas, a primeira-ministra não teria objeção a isso, mas ela não quer que seja tratada de maneira individual", disse então o ministro do Gabinete.

Naquele tempo, os japoneses tinham interesse no status de "mãe trabalhadora" de Thatcher, que governou o Reino Unido de 1979 até 1990 e é, até o momento, a única mulher a ocupar a Chefia de Governo em seu país. EFE pa/an

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