Thaksin pede ao Exército que não interfira na política

O ex-primeiro-ministro tailandês no exílio Thaksin Shinawatra pediu neste sábado ao Exército que pare de interferir na formação de um novo governo, em uma mensagem gravada em vídeo e transmitida a mais de 50.000 simpatizantes reunidos em um estádio de Bangcoc.

AFP |

"O Exército está se intrometendo no jogo político. Essas pessoas que estão se metendo na formação do governo têm que parar e se colocar em segundo plano. Elas devem se comportar com espírito esportivo", afirmou Thaksin em sua mensagem.

Derrubado por generais em 2006 e refugiado desde então no exterior, o ex-premier tailandês fez estas declarações dois dias antes de uma sessão extraordinária do Parlamento para designar um novo primeiro-ministro.

No dia 2 de dezembro, o cunhado de Thaksin, Somchai Wongsawat, que dirigia o governo eleito de Bangcoc, foi destituído pela Corte Constitucional, quando os aeroportos da capital tailandesa estavam ocupados há mais de uma semana por opositores.

Na noite deste sábado, dezenas de milhares de partidários de Thaksin vestidos de vermelho se reuniram em um estádio de Bangcoc para expressar seu apoio ao ex-governante.

"Hoje, os 'camisas vermelhas' se congregaram para mostrar que não querem ingerência", declarou o ex-premier.

"Os militares têm que respeitar a decisão do povo", acrescentou, em uma referência às eleições legislativas de dezembro de 2007 vencidas por seus aliados depois de 15 meses de administração militar.

"Ainda estamos na era do golpe de Estado. Eles utilizaram os tribunais para reprimir os homens políticos, e não há um país no mundo onde um partido foi dissolvido duas vezes", afirmou Thaksin.

O Partido do Poder do Povo (PPP), dos aliados de Thaksin, foi dissolvido em 2 de dezembro pela Corte Constitucional, oficialmente por fraude eleitoral.

O PPP era o herdeiro do Thai Rak Thai (TRT), fundado por Thaksin e dissolvido em maio de 2007 por um tribunal nomeado pela junta que derrubou o ex-primeiro-ministro.

bc/yw/fp

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