Thai Airways pedirá a manifestantes indenização de US$ 561 milhões

Bangcoc, 3 dez (EFE).- A companhia áerea Thai Airways anunciou hoje que exigirá da Aliança do Povo para a Democracia 20 bilhões de bahts (US$ 561 milhões) em indenização por causa do fechamento durante uma semana dos dois aeroportos da capital da Tailândia.

EFE |

O presidente interino da companhia aérea, Narongsak Sangapong, disse à imprensa que o número não inclui as futuras perdas previstas pela provável queda no número de pessoas que decidirão viajar ao país.

Segundo o Banco da Tailândia (autoridade monetária), a queda durante o próximo ano poderia chegar a 3,5 milhões de turistas depois que até 350 mil pessoas foram prejudicadas pelo fechamento dos aeroportos.

A principal companhia aérea do país teve que cancelar todos seus vôos, mas conseguiu retirar 30 mil de seus 50 mil passageiros através da base militar de U-Tapao, da cidade de Chiang Mai e da ilha de Phuket.

A Thai Airways já sofre desde o início do ano uma situação difícil, por causa da instabilidade nos preços do combustível e da queda no número de viajantes devido à crise econômica mundial, e no segundo trimestre registrou perdas no valor de 9,23 bilhões de bahts (US$ 259 milhões), as maiores em mais de uma década.

A companhia aérea foi a primeira a aterrissar hoje em Suvarnabhumi, uma semana depois de o aeroporto ser ocupado por manifestantes da Aliança, que exigiam a renúncia do primeiro-ministro Somchai Wongsawat, inabilitado depois pelo Tribunal Constitucional por fraude eleitoral.

Ontem à noite, os manifestantes antigovernamentais aceitaram encerrar sua mobilização, após saber da sentença do Tribunal Constitucional.

Suvarnabhumi, o quarto terminal de maior tráfego aéreo da Ásia, funcionará com normalidade em uma ou duas semanas, após a inspeção de todos os sistemas, segundo seus responsáveis. EFE grc/an

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