Thabo Mbeki inicia etapa final de mediação na crise do Zimbábue

Harare, 6 ago (EFE) - O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, viajará amanhã a Harare para acompanhar as negociações entre o partido do Governo e a oposição do Zimbábue, nas quais ele atua como mediador, confirmou hoje à Agência Efe o vice-ministro de Informação zimbabuano, Brighton Matonga.

EFE |

"O presidente Mbeki nos visitará amanhã para seguir as conversas entre a (governamental União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica) Zanu-PF e o (opositor Movimento para a Mudança Democrática) MDC", disse o vice-ministro.

Mbeki se reunirá com o presidente zimbabuano, Robert Mugabe, o líder da facção majoritária do MDC, Morgan Tsvangirai, e o representante de um grupo que se separou do partido opositor, Arthur Mutambara.

Matonga não quis confirmar as versões jornalísticas que asseguram que a reunião poderia culminar com a assinatura de um acordo para compartilhar o poder em um Governo de união nacional.

Mugabe ocupará a Presidência, que se transformará em um cargo cerimonial, e Tsvangirai será o primeiro-ministro, com poderes executivos, segundo uma minuta de acordo divulgada hoje pelo jornal sul-africano "The Star".

Após duas semanas de negociações na África do Sul para formar um Governo de unidade e pôr fim à crise do Zimbábue, a Zanu-PF e o MDC já têm um princípio de acordo, segundo o periódico.

O acordo, afirma o "Star", diz que Mugabe, que governa o Zimbábue desde 1980, será "Pai da Nação, acima da política de partidos", e, caso se retire antes do fim do período de transição, será designado "Presidente Fundador" e se beneficiará de uma anistia pelos supostos crimes cometidos durante seu mandato.

A versão do jornal sul-africano não foi confirmada por fontes governamentais ou independentes do Zimbábue, mas um comunicado conjunto no qual a Zanu-PF e o MDC fazem hoje um apelo a seus seguidores para pôr fim à violência política no país dá crédito à possibilidade de um acordo iminente.

"Todos os nossos membros e seguidores, assim como órgãos e estruturas sob a direção e controle de nossos respectivos partido devem deter e desistir de executar atos de violência em qualquer de suas formas", indica o comunicado da Zanu-PF e do MDC. EFE sk/db

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