Texto sobre 2ª Guerra custa cargo do chefe da Força Aérea japonesa

Tóquio, 1 nov (EFE).- O ministro da Defesa do Japão destituiu o chefe da Força Aérea, general Toshio Tamogami, por ter negado em um ensaio que o Japão foi uma nação agressiva antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

EFE |

Segundo informou hoje a agência local "Kyodo", o ministro Yasukazu Hamada tomou esta decisão na sexta-feira, o mesmo dia em que se divulgou o texto, cujo conteúdo não tinha sido mostrado previamente aos responsáveis civis do Ministério.

"O texto contém uma avaliação da última guerra que é inadequada.

É impróprio para uma pessoa que é chefe da Força Aérea divulgar uma opinião pública contrária à posição do Governo", disse Hamada à imprensa.

No ensaio, intitulado "O Japão é um país agressor?", Tamogami, de 60 anos, assegura que seu país não foi um dos desencadeadores da Segunda Guerra Mundial e que o Japão, cuja Constituição pacifista lhe impede de participar de uma guerra, tem direito a se defender.

Para o comandante, conhecido por suas posições nacionalistas, é "falso" dizer que o Japão foi um país agressor e seu ataque a Pearl Harbor, que desencadeou a entrada no conflito dos Estados Unidos, foi provocado pelos japoneses.

O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, criticou o conteúdo do ensaio, que pode criar tensões com países como China e Coréia do Sul, invadidos pelo Japão na primeira metade do século XX.

"Não é adequado, dada sua posição, inclusive no caso de publicá-lo de forma privada", disse Aso, segundo "Kyodo".

O ensaio foi divulgado nesta sexta-feira pela cadeia de hotéis japonesa Apa, que deu o primeiro prêmio ao general, dotado de 3 milhões de ienes (US$ 30.400). EFE psh/rr

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