Texas e discrição no programa de Bush depois da Casa Branca

George W. Bush se deu conta no dia em que agraciou pela última vez um peru, no dia de Ação de Graças, que seus dias de presidente dos Estados Unidos estavam contados; mas, até então, parecia ainda não estar pensando tanto no que será a vida de aposentado depois da agitação dos últimos oito anos.

AFP |

No dia 26 de novembro, Bush cumpriu pela última vez o ritual de perdoar a ave que acabaria na mesa, na grande festa familiar anual.

Além disso, "eu não tenho certeza do que devo dizer porque sei que vou passar de 100 km/h a um ritmo próximo de zero. Não tenho certeza do que devo esperar", declarou Bush à CNN em novembro.

Ele falou de alguns de seus projetos: a abertura em Dallas do museu que será dedicado a ele e de um instituto político. Ele, que presidiu a primeira potência mundial e administrou duas guerras, pensa também em escrever um livro porque "quer que as pessoas saibam o que é tomar certas decisões que teve de tomar".

Aos 62 anos de idade, Bush disse que está apenas começando a pensar no pós-Casa Branca e não quer saber de mais nada, a não ser que será ativo, mas discreto, pelo menos por um tempo, para não incomodar seu sucessor.

"Vou direto pra casa, sem dúvida alguma. Sinto falta do Texas. Amo o Texas", disse. Além do rancho que o casal já tem, sua esposa Laura quer uma casa em Dallas.

"Eu vou ver como as coisas vão acontecer. Vou dizer a vocês o que eu não quero: não quero chamar a atenção", disse o sucessor de um Bill Clinton que continuou muito presente no cenário nacional e internacional.

"Sinceramente, os holofotes não vão me fazer muita falta. Ser presidente foi uma experiência fabulosa. Mas será agradável de ver os projetores virados para outro lado", declarou, apoiado por sua mulher.

Disse que estará à disposição para auxiliar se necessário seu sucessor, por sua experiência na Casa Branca: "Quando a gente é presidente, os problemas chegam tão fortes e tão rapidamente que a gente acaba realmente recorrendo a seus próximos".

Assim como o presidente, os funcionários de sua administração, não têm muita idéia do que vão fazer a partir de janeiro. "Contrariamente ao que muitos pensam de um governo que está chegando ao fim", disse um alto funcionário sob anonimato, "estou trabalhando mais do que nunca". Ele trabalha sete dias por semana e se levanta todas as manhãs às 4H00, exceto aos finais de semana, quando ele dorme até às 6H30.

Com o fim do mandato de Bush, a secretária de Estado Condoleezza Rice sabe que retornará o mais rápido possível à Universidade de Stanford na Califórnia onde já lecionou. Ela tem em mente escrever "um livro ou dois".

Seu colega da Defesa, Robert Gates, é um dos raros a não estar preocupado com o futuro, porque Barack Obama decidiu mantê-lo no cargo.

O vice-presidente Dick Cheney "prevê passar mais tempo com seus filhos", segundo sua porta-voz Megan Mitchell.

A porta-voz de Bush, Dana Perino, prometeu, após alguns dias de descanso, fazer algumas semanas de voluntariado na África do Sul contra doenças infecciosas. Em seguida, ela se comprometeu com um escritório de comunicação e "a partir daí, não sei para onde vou".

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