Tetraplégicos podem melhorar mobilidade com injeção em medula e exercícios

(embargada até domingo 9 de agosto às 14h de Brasília) Londres, 9 ago (EFE).- Um experimento feito com roedores mostrou como se poderia melhorar a mobilidade das pessoas tetraplégicas mediante a injeção de determinadas proteínas na medula espinhal e a realização de uma série de exercícios específicos, segundo um estudo publicado hoje na revista Nature.

EFE |

Um grupo de pesquisadores liderado pelo professor James Fawcett, do Departamento de Neurociência da Universidade de Cambridge (Reino Unido), encontrou uma maneira que os roedores com uma lesão severa de medula espinhal recuperem em parte sua capacidade de movimento.

Fawcett e sua equipe combinaram o treino específico da pata dianteira dos roedores com a injeção de uma enzima chamada condroitina - que faz parte de muitos produtos de suporte vitamínico - na medula espinhal, e com a qual conseguiram que as fibras nervosas experimentassem um notável crescimento.

Suas conclusões assinalam que estas injeções duplicam as possibilidades de sucesso dos exercícios concretos.

Atualmente, não há um tratamento disponível para ajudar os pacientes tetraplégicos - pessoas com mobilidade nula ou parcial de braços e pernas - a que recuperem as funções de seus membros após uma lesão severa na medula espinhal.

"Embora os possíveis efeitos secundários das injeções de condroitina - que ajudam a conseguir mais plasticidade - requeiram muitos estudos antes que possam ser aplicadas em pacientes humanos, estes resultados sugerem um possível novo tratamento para as pessoas afetadas por uma lesão severa da medula espinhal", explicou Fawcett.

Uma lesão na medula espinhal, que é um feixe de nervos que transporta as mensagens entre o encéfalo e o resto do corpo, costuma ajudar a diminuição ou ausência da mobilidade, assim como da sensibilidade. EFE otp/ma

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